As autoridades de segurança do Estado voltaram a reforçar que a prioridade é preservar e proteger a integridade física das pessoas, embora tenham sido alvo de críticas e apelo por partes de comerciantes da Capital após as depredações verificadas nas ruas da cidade. "Todas as nossas ações visam preservar a integridade física das pessoas. Nós fizemos um bom trabalho de integridade física", avaliou o secretário da Segurança Pública, Airton Michels. Ele ressaltou ainda que a maior parte dos manifestantes agiu de forma pacífica.
De acordo com o delegado Ranolfo Vieira Jr, a Polícia Civil está trabalhando diretamente com o Serviço de Inteligência durante toda a semana e checando as informações recebidas. “A BM precisa estar se aprimorando, acho que está havendo um crescimento, tanto por parte da nossa atividade quanto dos manifestantes e também dos depredadores. Há uma relação de força estabelecida e nós vamos aprimorar a nossa estratégia”, completou o comandante Geral da Brigada Militar (BM), coronel Fábio Duarte Fernandes.
Agências bancárias e lojas foram depredadas
O principal alvo dos vândalos no protesto em Porto Alegre foram agências bancárias na área central e estabelecimentos comerciais do bairro Azenha. Vidraças foram quebradas, fachadas pichadas, contêineres queimados e lojas saqueadas.
Um dos locais mais danificados foi a agência bancária do Banrisul, na avenida João Pessoa. Dois caixas eletrônicos não escaparam da ação dos baderneiros. Na avenida Ipiranga, uma concessionária automotiva foi depredada pela segunda vez na semana. O estabelecimento comercial utilizou tapumes de madeiras para evitar novos atos de vandalismo, mas os objetos não impediram a ação dos criminosos
Conforme o último balanço da corporação, além da Capital, outras 35 cidades do Estado tiveram manifestações nessa quinta-feira. Pelo menos 90 mil pessoas foram às ruas. Em Porto Alegre, estima-se que cerca de 20 mil manifestantes tenham participado dos protestos.