Polícia

Seis pessoas são presas em operação contra o tráfico

PF cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão no RS, SC e MS

De janeiro a abril, foram apreendidos 152 kg de maconha e 92 kg de cocaína
De janeiro a abril, foram apreendidos 152 kg de maconha e 92 kg de cocaína Foto : PF / Divulgação / CP
Seis suspeitos foram presos durante operação da Polícia Federal (PF) de combate ao tráfico de drogas em três estados na manhã desta quarta-feira. Cerca de 35 policiais cumpriram 4 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Viamão e São Leopoldo, além de Imbituba e Camboriú, em Santa Catarina e Aral Moreira e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Outras seis pessoas já haviam sido presas entre janeiro e abril, no período das investigações.

Durante o trabalho investigativo, conduzido pela equipe do titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), delegado Mário Luiz Vieira, foi constatada uma forte atuação da quadrilha, que distribuía drogas e movimentava cerca de 40 quilos de cocaína pura por semana, para distribuição nos pontos de tráfico. “A quadrilha era muito bem estruturada e tivemos dificuldade em desarticulá-la”, disse o titular da DRE. Ao longo das investigações, foram apreendidos 152 kg de maconha e 92 kg de cocaína, além de mais de dez veículos, armas e munições.

Os policiais federais descobriram que os dois líderes do grupo eram sul-mato-grossenses, sendo um homem e uma mulher, capturados hoje em Aral Moreira e Ponta Porã. A dupla fornecia a cocaína vinda da Colômbia ou Bolívia, que passava pelo Paraguai antes de chegar ao MS. A droga seguia então por via terrestre para a região Metropolitana de Porto Alegre, Vale do Sinos e Serra, e uma parte era remetida para Santa Catarina. “Eles atendiam também outros estados”, observou Vieira. Além dos detidos no MS, quatro pessoas foram presas em São Leopoldo, sendo dois catarinenses e os demais gaúchos.

No trabalho investigativo, foi levantado o patrimônio obtido pelos suspeitos com o tráfico de drogas e solicitado o sequestro judicial dos mesmos. As contas bancárias dos integrantes da quadrilha também já foram bloqueadas. O objetivo da PF é descapitalizar a organização, impossibilitando, assim, o retorno da mesma à atividade criminosa. O nome da operação deve-se ao fato de que o alvo originário possuía a cidade de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, como base operacional de distribuição de drogas.

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