Durante o trabalho investigativo, conduzido pela equipe do titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), delegado Mário Luiz Vieira, foi constatada uma forte atuação da quadrilha, que distribuía drogas e movimentava cerca de 40 quilos de cocaína pura por semana, para distribuição nos pontos de tráfico. “A quadrilha era muito bem estruturada e tivemos dificuldade em desarticulá-la”, disse o titular da DRE. Ao longo das investigações, foram apreendidos 152 kg de maconha e 92 kg de cocaína, além de mais de dez veículos, armas e munições.
Os policiais federais descobriram que os dois líderes do grupo eram sul-mato-grossenses, sendo um homem e uma mulher, capturados hoje em Aral Moreira e Ponta Porã. A dupla fornecia a cocaína vinda da Colômbia ou Bolívia, que passava pelo Paraguai antes de chegar ao MS. A droga seguia então por via terrestre para a região Metropolitana de Porto Alegre, Vale do Sinos e Serra, e uma parte era remetida para Santa Catarina. “Eles atendiam também outros estados”, observou Vieira. Além dos detidos no MS, quatro pessoas foram presas em São Leopoldo, sendo dois catarinenses e os demais gaúchos.
No trabalho investigativo, foi levantado o patrimônio obtido pelos suspeitos com o tráfico de drogas e solicitado o sequestro judicial dos mesmos. As contas bancárias dos integrantes da quadrilha também já foram bloqueadas. O objetivo da PF é descapitalizar a organização, impossibilitando, assim, o retorno da mesma à atividade criminosa. O nome da operação deve-se ao fato de que o alvo originário possuía a cidade de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, como base operacional de distribuição de drogas.