Polícia

Seis suspeitos de integrar rede de corrupção prestarão depoimento hoje

Presos foram transportados de van do Presídio Central para sede da PF

Van da PF levou suspeitos para prestar depoimento na sede da superintendência
Van da PF levou suspeitos para prestar depoimento na sede da superintendência Foto : Vinícius Roratto
Mais seis suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção e venda ilegal de licenças ambientais no Rio Grande do Sul prestarão depoimento na sede da Polícia Federal (PF), em Porto Alegre, ao longo desta quinta-feira. Um deles é um empresário do ramo de mineração de Pelotas, no Sul do Estado.

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A PF também convocou novamente dois suspeitos para prestar novos esclarecimentos. A previsão é de que sejam ouvidos ainda nesta quinta. Uma van transportou os suspeitos do Presídio Central até a superintendência do órgão, que fica na avenida Ipiranga. O veículo chegou ao local pouco depois das 10h. A movimentação dos advogados, no entanto, já era intensa nos corredores do prédio antes do início das oitivas. Após os depoimentos, os suspeitos devem retornar à prisão.

Até o momento, 12 suspeitos já foram ouvidos. Quatro prestaram depoimento nessa quarta, seis foram ouvidos na terça e dois na segunda-feira, quando a Operação Concutare foi deflagrada.

Na noite de terça dois suspeitos foram soltos após serem ouvidos: um empresário e um funcionário da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Com a soltura, dos 18 detidos na Operação Concutare, 16 permanecem no Presídio Central, entre eles o ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia (PMDB), que prestou depoimento nesse feriado, além do ex-titular da Pasta no âmbito estadual, Carlos Niedersberg (PC do B).

O ex-secretário do Meio Ambiente na gestão de Yeda Crusius, Berfran Rosado, também é um dos suspeitos. Rosado ficou em silêncio durante o depoimento na PF sob a alegação de que a defesa não teve acesso à cópia do inquérito da PF. O advogado Luciano Feldens explicou que o cliente está preocupado com a repercussão do caso na mídia e reivindica o direito de preservação da imagem.




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