Polícia

Sem provas, polícia solta cinco suspeitos de clonar cartões em Porto Alegre

Quadrilha havia sido presa após flagrante em shopping na noite de sexta-feira

Prisões começaram após flagrante em shopping da Capital
Prisões começaram após flagrante em shopping da Capital Foto : Vinícius Roratto
Foram liberados, na noite deste sábado, cinco dos seis homens presos na Capital, suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em clonar cartões de crédito com dispositivos instalados em caixas-eletrônicos. O único que segue detido foi flagrado instalando nessa sexta-feira o equipamento, conhecido com chupa-cabra, em um terminal da Caixa Econômica Federal no Shopping Iguatemi.

Por falta de provas, os demais suspeitos foram soltos, após prestarem depoimento. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, os cinco conheciam o homem detido no Iguatemi, mas não foram flagrados cometendo crimes e não havia um mandado de prisão contra eles. Todos, no entanto, continuarão sendo investigados.

Prisões começaram na sexta

A Brigada Militar prendeu três deles entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, e outros três pela manhã. Um dos homens foi detido dentro de uma aeronave, com destino a São Paulo. Outros dois tentavam escapar pela Estação Rodoviária quando foram localizados. Um outro suspeito, que também estava no Aeroporto Internacional Salgado Filho, fugiu ao perceber a movimentação.

Conforme a polícia, a prisão do trio neste sábado começou a ser organizada quando o telefone de um integrante, preso no começo da manhã, tocou em plena sede da Polícia Federal. Ele atendeu por orientação dos policiais. O interlocutor era o seu irmão, que avisava que estava embarcando para São Paulo. “Fomos ao aeroporto e falamos com a Infraero e com a Polícia Federal. Então, o buscamos dentro do avião, para não causar tumulto no aeroporto”, explicou o capitão Rocha. Na avião, o homem se entregou sem resistência. 

Mapa pode indicar localização de "chupa-cabras" 

Durante a conversa com os policiais, o suspeito preso na aeronave relatou que quatro equipamentos foram instalados em pontos diferentes da cidade, mas negou saber em quais terminais. “Ele disse que pertence ao grupo que sempre vem antes para fazer o levantamento de informações para a quadrilha”, explicou o capitão Rocha. Já o irmão dele, que é técnico em informática, é o suposto responsável pela instalação dos equipamentos.

Um mapa, em posse da quadrilha, tinha quatro pontos marcados: o shopping Iguatemi, onde o houve de sexta-feira, a Praça da Alfândega, a Praça da Matriz e uma área que abrange a esquina da rua dos Andradas e da Caldas Júnior. A BM ainda descobriu que parte dos suspeitos se instalou em um hotel próximo da Estação Rodoviária.

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