O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os casos de pedofilia no Brasil, foi para Alagoas para ouvir os depoimentos dos religiosos acusados de abuso sexual contra ex-coroinhas, no município de Arapiraca, a 146 quiLômetros de Maceió. Malta foi acompanhado de outros senadores integrantes da CPI.
Para Magno Malta, o caso é "emblemático", principalmente porque envolve autoridades religiosas e obrigou o papa Bento XVI a se manifestar sobre a possível existência de pedofilia na Igreja Católica do Brasil. "Não podemos responsabilizar a Igreja Católica e nenhuma religião pelos erros praticados por seus dirigentes. Mas se eles erraram, devem ser punidos", afirmou.
Eles desembarcaram na tarde desta quinta-feira no Aeroporto Zumbi dos Palmares, de onde seguiram direto para Arapiraca. Os senadores da CPI da pedofilia devem ouvir, a partir de sexta-feira, os acusados e as vítimas, além de autoridades e testemunhas dos supostos casos de pedofilia envolvendo dos monsenhores e um padre do município.
Pelo menos 17 pessoas já foram convocadas para prestarem depoimentos aos senadores da CPI da Pedofilia. Entre eles, os monsenhores Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes, além do padre Edilson Duarte, todos acusados de pedofilia. Também devem ser ouvidos 12 testemunhas e vítimas, entre maiores e menores de 18 anos.
As delegadas encarregadas do caso, Bárbara Arraes Monteiro e Maria Angelita, também devem prestar depoimento, segundo afirmou o secretário-executivo da CPI da Pedofilia, José Augusto Panisset. "Os depoimentos terão início nesta sexta-feira e todos os convocados devem comparecer para serem ouvidos", afirmou, sem adiantar detalhes. Os trabalhos da CPI em Arapiraca devem durar até domingo.
O caso foi denunciado no dia 11 de março pelo jornalista Roberto Cabrini, no programa Conexão Repórter, da Record.
Senador considera 'emblemático' caso de pedofilia em AL
Membros da CPI da Pedofilia estão em Alagoas para recolher depoimentos de vítimas e réus