Polícia

Servidoras de escola são suspeitas de torturar crianças no RS

Agressões teriam ocorrido em escola infantil de Monte Alegre dos Campos

A suspeita de tortura de crianças em uma escola infantil de Monte Alegre dos Campos, cidade de pouco mais de 3,1 mil habitantes nos Campos de Cima da Serra gaúcha, mobilizou a Polícia Civil de Vacaria, município vizinho. Duas funcionárias - uma merendeira e uma atendente -, além da diretora da instituição foram indiciadas, a última por omissão. O inquérito, concluído após seis meses de investigações, será remetido à Justiça nesta quarta-feira.

Conforme o titular da Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Vacaria, delegado Flademir Paulino de Andrade, a Polícia Civil recebeu denúncias de que alunos - incluindo bebês - eram submetidos a sofrimento físico e mental por duas educadoras. A partir disso, os policiais apuraram que as crianças teriam sofrido agressões físicas, verbais e torturas psicológicas.

Em algumas ocasiões, as vítimas teriam passado fome ou eram obrigadas a comer até que vomitassem. Algumas teriam sido impedidas de usar o banheiro, para que não fosse necessária a limpeza do ambiente. Em função disso, uma das crianças teve que ser submetida a um tratamento estomacal.

Ainda conforme o inquérito policial, uma das funcionárias teria trancado uma criança de dois anos em um dos banheiros e a teria ameaçado de morte. Outra funcionária da escola teria colocado uma mariposa viva dentro da blusa de uma aluna, para que ela “parasse de incomodar”.

A Polícia Civil informou que muitas crianças ficaram traumatizadas e estão sendo submetidas a tratamento psicológico. As duas funcionárias foram afastadas das funções que exerciam na escola e respondem a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado pela Prefeitura de Monte Alegre dos Campos.

Ambas podem ser condenadas a até oito anos de reclusão. Já a diretora da instituição ficará sujeita a uma pena que pode chegar a quatro anos de detenção.

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