Conforme o titular da Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Vacaria, delegado Flademir Paulino de Andrade, a Polícia Civil recebeu denúncias de que alunos - incluindo bebês - eram submetidos a sofrimento físico e mental por duas educadoras. A partir disso, os policiais apuraram que as crianças teriam sofrido agressões físicas, verbais e torturas psicológicas.
Em algumas ocasiões, as vítimas teriam passado fome ou eram obrigadas a comer até que vomitassem. Algumas teriam sido impedidas de usar o banheiro, para que não fosse necessária a limpeza do ambiente. Em função disso, uma das crianças teve que ser submetida a um tratamento estomacal.
Ainda conforme o inquérito policial, uma das funcionárias teria trancado uma criança de dois anos em um dos banheiros e a teria ameaçado de morte. Outra funcionária da escola teria colocado uma mariposa viva dentro da blusa de uma aluna, para que ela “parasse de incomodar”.
A Polícia Civil informou que muitas crianças ficaram traumatizadas e estão sendo submetidas a tratamento psicológico. As duas funcionárias foram afastadas das funções que exerciam na escola e respondem a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado pela Prefeitura de Monte Alegre dos Campos.
Ambas podem ser condenadas a até oito anos de reclusão. Já a diretora da instituição ficará sujeita a uma pena que pode chegar a quatro anos de detenção.