Um esquema de telentrega de drogas foi desarticulado, nesta segunda-feira, em uma ação da Polícia Civil em Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Ivoti, Montenegro, Taquara, Gravataí, Charqueadas e Getúlio Vargas. Sete pessoas foram presas. Intitulada Operação Sinaloa, a ofensiva ocorreu após seis meses de investigação da 3ª DP de Canoas.
De acordo com a delegada titular Luciane Bertoletti, que coordenou a operação, a mesma quadrilha que atuava na modalidade delivery também abastecia pontos de tráfico em Canoas. Os narcóticos vinham de São Leopoldo.
O esquema era comandado por um detento na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. Por meio de celulares, mesmo dentro da cadeia, ele dava ordens a uma rede de venda e distribuição de ilícitos constituída, principalmente, por mulheres de comparsas.
"O preso contatava um comparsa que estava na rua e ele acionava as mulheres de outros criminosos, que são criminosas também. Elas utilizavam carros para distribuir drogas, principalmente sintéticos, em Canoas, Esteio e em outras cidades da Região Metropolitana. O objetivo delas era não levantar suspeitas”, pontuou a delegada Luciane Bertoletti.
Nesta manhã, foram apreendidos um revólver e uma pistola de uso restrito, além de entorpecentes. Também foi constatado que os suspeitos armazenavam narcóticos em uma tomada-cofre. O dispositivo é embutido na parede, ficando visível somente o conjunto de tomadas, como se fosse uma tomada qualquer.
"Os traficantes mudaram até a forma de armazenar as drogas, dissimulando através de uma tomada-cofre. É preciso ter atenção redobrada com esse tipo de coisa”, ponderou Luciane Bertoletti.
Entre os presos na operação está a mãe de um suspeito. Ela foi detida em flagrante após auxiliar o filho a escapar dos policiais. Também havia munições em posse dela.
“Essa ação buscou o fechamento de pontos de tráfico em Canoas”, resumiu o delegado regional Cristiano Reschke.