Polícia

Simers exige instalação de detectores de metal no Hospital Cristo Redentor

Exigência acontece após um paciente ser morto com dois tiros nesta terça-feira

Um paciente foi morto com dois tiros na cabeça dentro do Hospital Cristo Redentor nesta terça
Um paciente foi morto com dois tiros na cabeça dentro do Hospital Cristo Redentor nesta terça Foto : Divulgação / CP Memória
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) defendeu, nesta terça-feira, a instalação de detectores de metal e reforço de segurança no acesso às áreas internas do Hospital Cristo Redentor após mais um paciente ser morto, durante a tarde, na casa de saúde. Foi o segundo assassinato registrado em menos de dois anos no local. Após o crime, o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, lamentou que o clima de medo tenha aumentado entre médicos, profissionais e pacientes.

Para dar celeridade à proposta, o Simers vai solicitar uma reunião com a direção do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) a fim de evitar que a situação se repita. “Nos locais de atendimento, já está presente a insegurança. O temor é de um novo tiroteio ou de que alguma facção queira acertar as contas com algum paciente em atendimento”, disse.

Segundo levantamento do Sindicato, subiu para para cinco o número de episódios de violência registrados em unidades de saúde de Porto Alegre em 2016. Os demais crimes ocorreram em pronto-atendimentos das vilas Cruzeiro e Bom Jesus. Em 2015, foram 22 casos, contra oito em 2014 em Porto Alegre. A entidade exige também que sejam colocados policiais militares e guardas em todas as unidades.

No início da tarde, Everton Cunha Gonçalves foi executado em um setor do 3º andar. Ele havia dado entrada devido a uma torção no tornozelo. A vítima foi atingida com dois tiros na cabeça. O autor do crime fugiu em um veículo Bora preto. Gonçalves não tinha antecedentes criminais nem havia sido preso sob custódia.