Polícia

Sindicância vai investigar conduta de PMs no caso do trote da UFRGS

Sub-comandante diz que responsabilidade da BM neste tipo de situação é acionar o Samu

A Brigada Militar (BM) abriu sindicância para investigar se houve negligência por parte de policiais militares (PMs) na prestação de socorro a um calouro da UFRGS, que entrou em coma alcoólico durante o trote na última sexta-feira. A família de Felipe Boff Molski, de 18 anos, aprovado no curso de Ciências da Computação, acusou os policiais e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de negarem assistência ao rapaz, que ficou deitado no Parque  da Redenção durante quatro horas até ser levado por familiares ao HPS.

O Sub-comandante do 9º Batalhão Polícia Militar (BPM), em Porto Alegre, Major Jorge Renato Maia, confirmou que havia PMs no parque  enquanto os calouros recebiam o trote e competiam para saber quem bebia mais. Ele disse, no entanto, que o papel da polícia nestes casos é acionar o Samu, que deve prestar socorro à vítima.

A gerente do serviço, Rosane Ciconet, garantiu que não houve negligência por parte dos profissionais que fazem a triagem das ligações. Ela explicou que as perguntas feitas a quem aciona o serviço são fáceis e têm como objetivo identificar a gravidade em que se encontra o paciente, como por exemplo, se ele respira, ouve ou está consciente.

Segundo ela, no momento em que foi acionado o Samu, o jovem calouro não estava em estado grave ou que oferecesse riscos a sua vida. A gerente ressaltou que casos de embriaguez são atendidos quando enquadrados como de risco. A sindicância da BM tem até 20 dias para ser concluída.

Na segunda-feira, a UFRGS divulgou uma nota condenando os trotes abusivos.

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