Polícia

Sindicato alerta para frequência de assaltos a carteiros

Pessoal responsável pela entrega de encomendas é o principal alvo dos criminosos

Pessoal responsável pela entrega de encomendas é o principal alvo dos criminosos
Pessoal responsável pela entrega de encomendas é o principal alvo dos criminosos Foto : Tarsila Pereira
A falta de segurança pública também está atinge os carteiros que enfrentam assaltos nas ruas de Porto Alegre. “Foi-se o tempo em que ser atacado por um cachorro era a maior preocupação da categoria”, lamentou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintectrs), Vitor Rittman da Silva. Segundo o dirigente, um dos principais alvos dos criminosos é o pessoal responsável pela entrega de encomendas devido ao alto valor de algumas mercadorias adquiridas na internet e entregue por via postal. No entanto, os ataques na entrega de correspondência normal também é registrado, pois os ladrões procuram por cartões bancários e de crédito no meio das cartas. “Nem saímos mais nas ruas com documentos, dinheiro e celulares próprios”, recordou.

Na semana passada, os carteiros que atuam na Zona Sul de Porto Alegre suspenderam as entregas das encomendas devido à insegurança gerada durante os protestos contra o parcelamento dos vencimentos que reduziram o número de brigadianos nas ruas. Conforme Vitor Rittman da Silva, os centros de entrega de encomendas da região Sul e do Sarandi já foram inclusive alvos de arrombadores.

Para o presidente do Sintectrs, a categoria teme que a realidade do RS fique igual ao Rio de Janeiro, sobretudo no setor de entrega de encomendas. “No RJ, os carteiros trabalham com segurança privada armada nas ruas”, observou. Outra preocupação, acrescentou, é a ação das quadrilhas de roubos de prédios residenciais de luxo que costumam se vestir quase sempre de funcionários dos Correios para entrar nos condomínios sem problemas.

Em, nota oficial, os Correios informaram, em relação a segurança na empresa, além das ações internas, a instituição “possui parcerias com as Polícias Federal e Civil o que, entre outras atuações, proporciona troca de informações e pronta intervenção na investigação de crimes”. O documento ressaltou ainda que “as ações conjuntas de inteligência visam combater ocorrências criminais contra a empresa, especialmente os assaltos a carteiros e agências”.

No Rio Grande do Sul, os Correios possuem no 517 agências e 89 unidades de operação que se dividem em 76 centros de distribuição domiciliária, 11 centros de entrega de encomendas, um centro de cartas e encomendas em Porto Alegre e em centro de tratamento de cartas e encomendas em Passo Fundo.