O diretor da Amapergs, Cristiano Fortes, compareceu à unidade hoje para verificar uma denúncia recebida dos agentes penitenciários. Lá, foram constatadas diversas deficiências, como superlotação, falta de servidores, insuficiência de comida, colchões, medicamentos e até água, além de cortes no fornecimento de luz, devido a problemas no gerador.
Conforme ele, a intenção é que sejam adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e apenados. Fortes fala que a Penitenciária não dispõe de plano de prevenção contra incêndio e que os extintores existentes no local já perderam a validade. Além disso, adverte que a colocação de diversas facções em uma mesma prisão gera um risco maior de brigas e tumultos, difíceis de ser contidos em razão do número inferior de agentes.
Segundo o diretor sindical, a precariedade nas condições estruturais, aliada à falta dos itens básicos de sobrevivência, gera revolta nos detentos, fazendo com que descontem nos servidores.
Interdição do Central piorou situação
A Amapergs também relata que a interdição do Presídio Central de Porto Alegre levou a Susepe a encaminhar presos novos a outras unidades, entre elas a Modulada de Charqueadas. Com isso, o número de detentos se elevou, chegando a mais de mil - quase o triplo da capacidade, de 470 detentos.
Em relação aos agentes, Fortes defende que o mínimo necessário deve ser 70, como ocorria na inauguração. Atualmente, há só 30 servidores atuando o local. A Susepe foi consultada pela reportagem e só vai se pronunciar sobre a situação após receber o relatório da vistoria.