Polícia

“Sinto-me com o dever cumprido”, diz delegado de Rio Pardo

Exame de DNA comprovou autoria da morte de menina de 12 anos

Um exame de DNA do Departamento de Criminalística (DC) de Porto Alegre foi a prova definitiva de que a menina Marciele Freitas Pinheiro, de 12 anos, foi mesmo assassinada pelo jovem de 22 anos que havia sido preso há 35 dias em Rio Pardo. “Sinto-me com o dever cumprido”, declarou nesta quinta-feira o delegado Anderson Faturi, lembrando que nenhum crime é perfeito e sempre deixa pistas.

O exame revelou que a vítima foi abusada sexualmente e que que as secreções recolhidas no corpo dela e analisadas no DC são as mesmas da amostra de DNA colhida do acusado. “É uma prova 100% incontestável. Não tenho mais dúvidas”, assegurou o delegado.

A comprovação de que o suspeito foi realmente o autor do crime confirmou também a linha de investigação revelada pelo delegado Anderson Faturi em uma reportagem do Correio do Povo, no dia 27 de maio passado. Na ocasião, ele manifestou a convicção de que o autor conhecia a vítima e havia premeditado o crime, e que portanto não se tratava de um ataque aleatório.

Segundo o titular da Delegacia de Polícia de Rio Pardo, o jovem seguiu e observou por uma semana a menina antes de abordá-la e levá-la para um matagal perto da BR 471, quando a mesma caminhava para a escola. “Ele trabalhava como servente em uma obra na rua da escola dela e fazia o mesmo caminho que a estudante, no mesmo horário”, relatou.

As dezenas de facadas desferidas contra a menina indicaram que o crime foi cometido também sob forte componente emocional por parte do agressor, conforme o delegado. O suspeito foi adolescente infrator, inclusive tendo cometido estupro, entre outros delitos. Para Faturi, a prisão do mesmo evitou futuros ataques contra outras vítimas. Ele havia dado prioridade ao caso. “Trabalhamos 24 horas por dia, sem parar”, recordou.

Após matar a menina, o jovem roubou o celular, que seria depois rastreado e encontrado com uma mulher que indicou onde tinha conseguido. O delegado está finalizando o inquérito de 350 páginas, onde constam 80 oitivas e mais de 100 depoimentos informais. Ele aguarda ainda os laudos periciais da faca, com, vestígios de sangue, e de tecidos que foram encontrados queimadas na casa do homem.

O acusado tem uma companheira e é pai de duas meninas. Ele residia havia três meses em Rio Pardo. No dia do crime, foi com o sogro na DP e registrou uma ocorrência dizendo que estava sendo vítima de injúria. “Ele fez isso para tentar descobrir na delegacia se havia algo contra ele”, contou o delegado.
 
Bookmark and Share