Depois de dar indícios de que iria se entregar no final da manhã desta segunda-feira, o vigilante Rodrigo Luciano Luz, de 32 anos, permanece fazendo refém sua ex-mulher, a operária Josiane Pontes, de 29 anos, em uma casa, no bairro Guajuviras, em Canoas. A polícia negocia a sua rendição há mais de 60 horas.
De acordo com o subcomandante da Brigada Militar, coronel Jones Calixtrato, o sequestrador havia combinado entregar a arma e um colete à prova de balas foi oferecido a Luz para garantir a sua segurança. A tática da Brigada Militar é não invadir a casa e não cortar o fornecimento de água e energia elétrica, para que o sequestrador se entregue. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está na frente do local para prestar assistência à vítima assim que ela seja libertada.
A polícia montou um QG ao lado da residência onde é mulher é mantida em cárcere privado, de onde negocia com o sequestrador por um telefone celular. Ao lado dessa casa, familiares de ambos aguardam o desfecho do caso que iniciou na sexta-feira quando Luz entrou no imóvel em que a vítima estava com os dois filhos do casal. Armado com um revólver calibre 38, ele fez a família refém e desferiu um tiro de raspão contra o cunhado.
O vigilante liberou os dois filhos do casal, uma menina de 8 anos e um menino de 11, no começo da manhã de sábado. Ao longo do fim-de semana, amigos e familiares foram envolvidos nas negociações, além de uma psiquiatra, que garantiu a ele tratamento quando saísse da casa. O filho do casal também retomou o contato com o pai, sem conseguir dissuadi-lo do sequestro.
Situação segue indefinida em Canoas
Vigilante mantém ex-mulher em cárcere privado há mais de 60 horas