Polícia

Smic interdita casa noturna no bairro Moinhos de Vento

Dois supostos seguranças do local são suspeitos de assassinar um frequentador na noite de sábado

Smic interdita casa noturna no bairro Moinhos de Vento
Smic interdita casa noturna no bairro Moinhos de Vento Foto : Divulgação / CP
Fiscais da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) interditaram nesta quarta-feira a casa noturna Roseplace, na rua 24 de Outubro, no bairro Moinhos de Vento. Dois seguranças do local são suspeitos de assassinar o jovem Wagner Boeira Cardoso, de 26 anos, no sábado.

"Vamos esperar a conclusão do inquérito policial", disse o secretário Valter Nagelstein, que acompanhou pessoalmente a ação. "Os donos têm responsabilidade por quem frequenta e pelo entorno no local", acrescentou.

Os proprietários têm 15 dias para recorrer administrativamente da decisão ou pode buscar na Justiça uma liminar para reabrir a casa.

O crime ocorreu por volta das 5h do último domingo na rua Doutor Timóteo, nas imediações da boate. Cardoso e um amigo se envolveram em uma confusão dentro da casa noturna, fugiram e foram perseguidos pelos suspeitos. A cerca de 200 metros do local, a dupla foi alcançada e agredida a socos, pontapés e coronhadas. Um revólver disparou e atingiu Cardoso na cabeça, que morreu na hora. A outra vítima sofreu fraturas no nariz e na face e ficou desfigurado.

Os dois seguranças, que também trabalham como policiais militares, foram detidos pouco tempoe. Um deles acabou liberado no dia seguinte e atua administrativamente no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O outro suspeito está preso preventivamente porque a Justiça entendeu que ele poderia ter prestado socorro à vítima, mas fugiu alegando ter disparado de forma acidental. O suspeito foi detido na BR-290, quando sofreu um acidente ao tentar ir para Osório.

O 9º BPM iniciou procedimento administrativo para apurar se os policiais estavam trabalhando como seguranças na casa noturna Roseplace. O trabalho deve ser finalizado em 20 dias. Caso seja comprovado que os suspeitos trabalhavam na boate - o que não é permitido pela BM - , eles poderão ser advertidos ou até expulsos da corporação.

De acordo com o Comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Antero Batista Homem, como o crime ocorreu no horário de folga dos suspeitos, não caberá à Brigada Militar investigar o caso com Inquérito Policial Militar (IPM). A Delegacia de Homicídios apura o caso.