Às 20h, o primeiro homem foi libertado pelos assaltantes. André Luis da Silva, vigilante do banco, foi liberado e recebido pela família em prantos, no limite da área isolada pela Brigada Militar.
Uma das vítimas libertadas foi a gerente Vivian Monks, que está em atendimento em uma ambulância do Serviço Médico de Urgência (Samu) que chegou por volta das 18h20min às proximidades. Outra refém liberada foi Tiene Ferreira, grávida de oito meses do primeiro filho. Muito nervosa, ela foi atendida pelo Samu e deixou o local com familiares.
O marido da gerente contou que falou com ela por telefone. Segundo ele, todos os reféns estão amarrados, mas não sofreram violência física. São três homens bastante alterados – um instalado no andar superior e dois no térreo. Eles teriam incendiado o circuito de segurança da agência.
Ele disse que a gerente foi solta por ter sofrido uma convulsão enquanto estava amarrada, o que motivou os assaltantes a libertarem as pessoas que consideravam com a saúde mais delicada. A gerente ainda está em observação.
O coronel Pacheco e o major Francisco, do Batalhão de Operações Especiais (BOE), trabalham nas negociações. Pouco antes, uma mulher se aproximou da agência. Chorando muito, ela disse ser mãe de um dos assaltantes. A Brigada Militar (BM) a isolou e impediu que a imprensa falasse com ela. A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul enviou profissionais para o local. Segundo o órgão, a presença dos defensores se dá para atendimento de pedido dos assaltantes e segurança dos reféns.
Segundo a Polícia Civil (PC), os assaltantes são pelo menos três, que pertenceriam a uma quadrilha já conhecida pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic). Eles estariam armados com pistolas. A Brigada Militar não confirma o número de de reféns.
A polícia foi acionada por volta das 16h30min por um telefonema para o 190. O subcomandante do 1º Batalhão de Polícia Militar de Porto Alegre, Luiz Porto, disse que a situação é de alto risco mas está tranquila. Segundo ele, o número possivelmente grande de reféns pode atrapalhar o trabalho técnico da polícia, mas não dificulta as negociações. Para ele, o ritmo das negociações é normal, mas os assaltantes ainda não teriam feito exigências. "Estamos tomando todas as providências para preservar o maior número de vidas possível", declarou o policial.
O marido da gerente libertada contou que provavelmente há cerca de 17 funcionários do banco no local. Ele não soube informar sobre a presença de clientes – como a esposa é gerente de contas exclusivas, costuma trabalhar até mais tarde. Ele estava a caminho para buscá-la no trabalho quando o assalto começou.
Mais informações preliminares indicam que os homens já estariam deixando a agência, próximo ao horário de fechamento, quando foram surpreendidos por uma guarnição da Brigada Militar. Eles fizeram, então, um escudo humano com os reféns e voltaram para o interior do banco, segundo o subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Paulo Stocker. Uma testemunha que estava nas proximidades no momento do assalto afirmou ter visto um carro preto sair em alta velocidade pela rua Marquês do Herval assim que a BM chegou.
O trânsito está bloqueado na avenida Azenha entre a avenida Oscar Pereira e a rua Recife. A imprensa foi afastada para a esquina da rua Visconde do Herval. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) mudou os tempos dos semáforos da região para evitar complicações ainda maiores ao tráfego, que está intenso nos arredores. Com o bloqueio na via, linhas como T5 são desviadas pela Cascatinha para ingressar na José de Alencar. De acordo com a EPTC, as avenidas Ipiranga, Erico Verissimo e Oscar Pereira estão com trânsito intenso. A orientação é para a população evitar a região.