Polícia

Soldado ferido na chacina em Novo Hamburgo recebe alta e retorna para casa

Ao deixar o Hospital da Brigada Militar, João Paulo Farias foi homenageado por colegas

Soldado resgatado pelo 
Batalhão de Operações Policiais Especiais recebeu alta hospitalar após 18 dias de hospitalizado
Soldado resgatado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais recebeu alta hospitalar após 18 dias de hospitalizado Foto : Brigada Militar / Divulgação / CP


O soldado João Paulo Farias, de 26 anos, uma das vítimas do ataque que chocou o bairro Ouro Branco, em Novo Hamburgo, na noite de 22 de outubro, deixou o Hospital da Brigada Militar, em Porto Alegre, neste final de semana. Farias foi atingido na cabeça pelo atirador Edson Fernando Crippa e chegou a ser internado na UTI do Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Com a melhora de seu quadro clínico, ele foi transferido para o Hospital da Brigada Militar (HBM), em Porto Alegre, onde continuou em recuperação.

No sábado, com a saúde restabelecida, Farias finalmente voltou para casa. Ao receber alta, deixa o HBM em uma cadeira de rodas, quando foi surpreendido por uma emocionante homenagem dos colegas de farda, celebrando sua força e coragem. Agora, já em casa, Farias retoma sua rotina ao lado da família.

Farias ficou internado por 18 dias, depois de ter sido baleado por Crippa. Dos nove feridos que receberam tratamento após o ataque, apenas a mãe e a cunhada do atirador permanecem hospitalizadas. Na última quarta-feira, o guarda municipal Volnei de Souza também voltou pra casa.

O CRIME

Na noite de 22 de outubro, Edson Fernando Crippa efetuou disparos contra diversas pessoas do interior de sua residência. A Brigada Militar foi acionada para a ocorrência por volta das 23h, após o pai do Crippa afirmar que ele e a mulher estavam sofrendo maus-tratos por parte do filho.

No local, os policiais militares conversavam com os envolvidos quando Crippa começou a realizar os disparos. O soldado Everton Kirsch Júnior, 31 anos; o pai do atirador, Eugênio Crippa, de 74 anos; e o irmão Emerson Crippa, de 49 anos, morreram durante o ataque.

No dia seguinte, o soldado Rodrigo Weber Voltz, 31 anos, faleceu no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. No total, seis policiais militares – três com ferimentos leves -, um guarda municipal, a mãe e a cunhada do atirador ficaram feridos.