O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, e a cabo assassinada Maria de Lourdes Freire Matos, 25, eram parte do 1.º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG) do Distrito Federal, unidade que faz a guarda das instalações da Presidência da República.
Confissão
Segundo informações do Exército, Silva confessou o assassinato e está preso no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. Ele responderá na Justiça pelos crimes de feminicídio, furto de arma de fogo, incêndio e fraude processual.
Em vídeo divulgado pela PCDF, o delegado Paulo Noritika, chefe da 2ª DP, explicou que o soldado contou que o assassinato ocorreu depois de uma discussão com a vítima. Nas palavras do autor confesso do crime, Maria de Lourdes teria exigido que o soldado terminasse o relacionamento com a namorada e a assumisse. Familiares da vítima, no entanto, negaram à imprensa local que os dois tivessem uma relação.
Segundo o delegado, o soldado não tinha antecedentes criminais.
“O autor está sob custódia no Serviço de Guarda do Exército e responderá por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, podendo ser condenado a 54 anos de prisão”, acrescentou Noritika.
O corpo da militar foi encontrado na sexta (6), pouco depois das 16h, carbonizado e com um corte no pescoço pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagou um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. Em nota, os bombeiros confirmaram que encontraram grande quantidade de combustível após extinguirem as chamas.
Criado em 1808 e conhecido como Dragões da Independência, 1º RCG é a cavalaria mais antiga do Brasil ainda em atividade.
A unidade manifestou eu seu perfil no Instagram 'profundo pesar' pelo assassinado da cabo Maria de Lourdes e afirmou que sua trajetória na instituição foi 'marcada por dedicação, profissionalismo e um compromisso exemplar com o serviço prestado na Fanfarra'. A vítima era saxofonista da banda do regimento, que também realiza o cerimonial militar.
Em nota, o Exército Brasileiro disse prestar 'total apoio à família' e lamentar 'profundamente a perda da Cabo', reafirmando 'não coadunar com atos criminosos e punir com rigor os responsáveis'.
Exclusão das Forças Armadas
O crime ocorrido na sexta-feira, 5, teria se dado durante uma discussão, na qual o soldado golpeou o pescoço da vítima com uma faca e depois ateou fogo no local, conforme informações da Polícia Civil do DF.
O Centro de Comunicação Social do Exército afirma que foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para esclarecer as circunstâncias do incêndio e da morte de Maria de Lourdes Freire Matos. Segundo a instituição, o soldado deve 'ser excluído das fileiras da Força e responsabilizado pelo ato cometido'.
*Com informações da Agência Brasil