Polícia

Stalking: Jovem é presa em MG por perseguir médico

É a terceira vez que ela passa pela unidade prisional desde que o stalking se tornou crime no Brasil, em 2021

Uma estudante, acusada de perseguir um médico e sua família há cinco anos, está presa desde o dia 9 na ala feminina da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, em Minas. É a terceira vez que ela passa pela unidade prisional desde que o stalking se tornou crime no Brasil, em 2021.

A jovem de 23 anos estudava Nutrição em Uberlândia e se apresentava como modelo e artista plástica nas redes sociais. Mas, desde 2019, segundo reportagem exibida domingo pelo Fantástico, da TV Globo, ela mantinha obsessão por um médico de Ituiutaba, cidade do Triângulo Mineiro. A rotina de perseguições teve início, segundo a denúncia, quando o médico resistiu a tentativas de aproximação amorosa da então paciente. Os assédios incluíam perseguições (por telefone, internet e pessoalmente), ameaças e até agressões.

A primeira prisão de jovem ocorreu em outubro de 2021, segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas. No ano seguinte, ela teve mais uma breve passagem pela penitenciária de Uberlândia. Foi solta por determinação da Justiça nas duas ocasiões, informou o órgão.

Esposa agredida

Ela voltou a ser detida no início de 2023, após agredir a mulher do médico e roubar o celular dela, mas teve liberdade provisória concedida no dia seguinte, com a condição de que não se aproximasse das vítimas nem tentasse entrar em contato com elas.

Duas semanas depois, porém, a perseguição foi retomada - consta no mandado de prisão que, em um só dia, ela ligou mais de 40 vezes para o médico e o filho dele, que é menor de idade. A acusada estava foragida desde março de 2023, quando foi expedida a nova ordem de prisão. Além do descumprimento das medidas cautelares, a decisão considerou os indícios de stalking e roubo majorado (com violência ou grave ameaça) - até hoje o celular não foi recuperado.

Ao Fantástico, a defesa de estudante disse que o médico e ela tiveram um relacionamento e ela só buscava mantê-lo, e negou os crimes imputados à cliente. Já a defesa do médico disse que eles jamais se relacionaram e, mesmo isso tivesse ocorrido, não justificaria a conduta.