Polícia

STJ nega liminar a acusado de mandar matar Dorothy Stang

A decisão é do último dia 9, mas só hoje (15) foi publicada no Diário da Justiça eletrônico

Supremo nega habeas para suspeito de assassinar freira
Supremo nega habeas para suspeito de assassinar freira Foto : Carlos Silva / Imapress / CP
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liminar apresentado pelos advogados de defesa de Regivaldo Pereira Galvão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta em fevereiro de 2005, no Pará. A decisão é do último dia 9, mas só hoje (15) foi publicada no Diário da Justiça eletrônico.

No pedido de habeas corpus com liminar, os advogados requisitavam o adiamento e a transferência de local da sessão do Tribunal do Júri, marcada para acontecer no próximo dia 30, na capital paraense, Belém.

O relator do habeas corpus, ministro Arnaldo Esteves Lima, negou o pedido por não ter encontrado qualquer ilegalidade no processo. Com a decisão, o STJ mantém a data e o local da sessão de julgamento até que o mérito do habeas corpus seja apreciado, o que só acontecerá depois que o Ministério Público Federal (MPF) apresentar seu parecer sobre o processo, o que ainda não tem data para acontecer.

Denunciado e pronunciado em 2006 pela suposta prática de homicídio qualificado, Galvão até hoje não foi julgado pelo crime e responde ao processo em liberdade. Outro acusado de ser o mandante da morte da missionária, Vitalmiro Bastos de Moura, já foi a julgamento três vezes. Na última delas, na segunda-feira (12), Moura foi condenado a 30 anos de prisão.

Dorothy Stang foi assassinada com sete tiros, em um episódio de grande repercussão internacional. Ela defendia os direitos de pequenos produtores rurais da região de Altamira (PA) e atuava na redução de conflitos fundiários. A missionária tinha 73 anos quando foi morta.

Diferentemente de Galvão, que vai ao júri pela primeira vez, o outro acusado de ser o mandante da morte de Stang, Vitalmiro Bastos de Moura, já sentou três vezes no banco dos réus - a última delas no último dia 13, quando foi condenado a 30 anos de reclusão.