O esquema foi descoberto pela RF após análise de retificações ligadas ao grupo. A função serve para que as pessoas regularizem pendências nas declarações, mas pode ter sido usada para colocar números falsos no sistema. Com o cruzamento de dados, os fiscais chegaram, nessa manhã, à residência do investigado, no bairro Petrópolis, na Capital.
Servidores da RF e policiais federais apreenderam dois computadores nos quais eram armazenadas declarações. O homem trabalhava em casa e continua em liberdade. A Polícia Federal (PF) também passou a investigar o caso. Os contribuintes que utilizaram os serviços do suspeito serão monitorados.
De acordo com o superintendente-adjunto da RF no Estado, Ademir Oliveira, eles terão a chance de corrigir os dados, por meio de retificações, e serão multados com valores que variam entre 75% e 225% do valor do imposto a pagar se não fizerem o reparo das pendências. Além disso, poderão responder criminalmente se houver indícios de que não se tratou de um erro e sim de um golpe. A RF, contudo, também trabalha com a hipótese de os clientes do investigado terem sido enganados.
Novo cruzamento de informações sobre despesas médicas
Um dos principais focos de fraude no imposto sobre a renda da pessoa física, a utilização de falsas despesas com tratamento de saúde, será combatido este ano com o cruzamento entre as informações declaradas pelos contribuintes e as constantes na Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED).
A nova declaração, instituída pela Receita em 2010, contém informações sobre os pagamentos recebidos pelos prestadores de serviços de saúde e operadoras de planos privados de assistência à saúde. Além das consultas médicas e internações também são informadas despesas com psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, dentistas, laboratórios, serviços radiológicos, entre outros.