A TV Record recebeu uma denúncia anônima feita de um número não identificado. A pessoa que telefonou teria dito que havia uma bomba no Centro e deu o endereço da Fernando Machado, onde foi encontrado o objeto.
Segundo informações preliminares, quando os policiais retiraram o boné de cima do suposto artefato viram uma mensagem ao governador Tarso Genro dizendo que "não era brincadeira". Na última quinta-feira, um boneco com um suposto artefato foi colocado na rua Duque de Caxias e o Gate retirou o material para descartar risco à população. No entanto, depois de análise, foi comprovado que o objeto não era explosivo.
No mesmo dia, outro suposto explosivo, colocado durante protesto de policiais militares (PMs) na BR 471, em Santa Vitória do Palmar, no Sul do Estado, mobilizou o grupo. O local foi isolado e o material avaliado.
Já no sábado, um novo protesto atribuído a policiais militares foi registrado em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Um boneco fardado com um suposto explosivo foi deixado na avenida 1º de Março, em frente à agência do Banrisul. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) chegou a ser acionado, mas os policiais do da Brigada Militar (BM) da cidade acabaram constatando, antes da chegada da equipe especializada, que o objeto era apenas uma imitação de bomba.
A manifestação mais recente ocorreu no Centro do Estado. Na madrugada desta sexta-feira, pneus queimados e um boneco vestindo a farda da BM foram encontrados no km 275 da BR 287, entre as cidades de Santa Maria e São Pedro do Sul, na ponte sobre o rio Ibicuí. Após a retirada da barreira, a rodovia foi liberada.
Negociações
Uma série de manifestações com queima de pneus e agora com bonecos tem sido registrada no Estado desde agosto. Nos locais das manifestações, são deixadas, geralmente, faixas com pedido de aumento para a polícia militar. Depois de muitas negociações, nessa quinta-feira, o governo chegou a um acordo sobre os vencimentos dos cabos e soldados. A Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), que representa a categoria, aceitou a proposta de reajuste de 23,5%.
A Associação de Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM), no entanto, comunicou a rejeição da proposta de reajuste salarial do governo. De acordo com o presidente da entidade, Aparício Santelano, por unanimidade, a categoria preferiu não receber aumento.