Polícia

Susepe nega novos defeitos em tornozeleiras após recall

Dispositivo de um preso foi encontrado nessa sexta no bairro Hípica

Depois que mais uma tornozeleira foi encontrada pela Polícia Militar em uma rua da zona Sul de Porto Alegre, a Superintendência dos Serviços Penitenciários rejeita que os problemas com os equipamentos persistam. Um dispositivo pertencente a um preso do regime semiaberto foi encontrado na noite desta sexta-feira no bairro Hípica. Não está claro se o aparelho foi rompido pelo detento.

Fornecidas pela empresa UE Brasil Tecnologia, cerca de 500 presos utilizam o dispositivo desde abril deste ano. Dezenas se romperam devido a defeito de fabricação. Já entre julho e agosto, a Susepe precisou realizar um recall das tornozeleiras depois que os parafusos começaram a se soltar e os detentos ficaram sem monitoramento. Os problemas foram sanados segundo o superintendente Gelson Triesleben. O chefe da Susepe afasta a ideia de substituir a empresa que venceu a licitação para realizar o serviço. “Existe um contrato com perspectiva de manutenção e não é o caso de encerrá-lo. É um sistema novo no país e problemas com a tecnologia acontecem”, sustenta.

A empresa fornece os equipamentos em contrato de quatro anos com a possibilidade de aquisição de até 5 mil unidades. O custo é de R$260 por unidade ao mês. Conforme o órgão ligado à Secretaria da Segurança, o valor é quatro vezes menor do que a manutenção de um detento nos albergues do regime semiaberto ou aberto.

Segundo Triesleben o resultado da implantação das tornozeleiras é satisfatório e o índice de delitos cometidos pelos apenados é baixo. No momento em que um equipamento é rompido, um alerta é emitido para a central de monitoramento eletrônico da Superintendência e o detento se torna um foragido da justiça.

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