Fornecidas pela empresa UE Brasil Tecnologia, cerca de 500 presos utilizam o dispositivo desde abril deste ano. Dezenas se romperam devido a defeito de fabricação. Já entre julho e agosto, a Susepe precisou realizar um recall das tornozeleiras depois que os parafusos começaram a se soltar e os detentos ficaram sem monitoramento. Os problemas foram sanados segundo o superintendente Gelson Triesleben. O chefe da Susepe afasta a ideia de substituir a empresa que venceu a licitação para realizar o serviço. “Existe um contrato com perspectiva de manutenção e não é o caso de encerrá-lo. É um sistema novo no país e problemas com a tecnologia acontecem”, sustenta.
A empresa fornece os equipamentos em contrato de quatro anos com a possibilidade de aquisição de até 5 mil unidades. O custo é de R$260 por unidade ao mês. Conforme o órgão ligado à Secretaria da Segurança, o valor é quatro vezes menor do que a manutenção de um detento nos albergues do regime semiaberto ou aberto.
Segundo Triesleben o resultado da implantação das tornozeleiras é satisfatório e o índice de delitos cometidos pelos apenados é baixo. No momento em que um equipamento é rompido, um alerta é emitido para a central de monitoramento eletrônico da Superintendência e o detento se torna um foragido da justiça.