Polícia

Susepe pretende aumentar efetivo de Grupo de Ações Especiais

Gaes poderá receber 1,4 mil novos agentes nos próximos meses

Susepe pretende aumentar efetivo de grupo de Operações Especiais
Susepe pretende aumentar efetivo de grupo de Operações Especiais Foto : Paulo Nunes / CP Memória
Com um efetivo de 24 homens, o Grupo de Ações Especiais (Gaes) da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) poderá ter o efetivo aumentado com o ingresso de 1,4 mil novos agentes nos próximos meses. Desde 2011, o Gaes exerce uma série de operações especiais dentro das penitenciárias gaúchas e é subordinado ao setor de Inteligência da Susepe.

O superintendente Gelson Treiesleben afirmou ter interesse em aumentar o número de servidores deslocados para o grupo e trabalha com a possibilidade da criação de uma equipe específica para atender ao novo presídio de Canoas, ainda em construção. “Temos uma perspectiva de aumento do número dos nossos estabelecimentos, portanto há também a perspectiva de aumentar o número de agentes no grupo (Gaes).”

Segundo Treiesleben, o efetivo em atividade no Gaes atualmente atende à demanda. “Esse é um número suficiente para atender à nossa atual demanda”, aponta. As inscrições para que os servidores da Susepe possam ingressar no grupo de elite são abertas conforme a necessidade de ampliação. Geralmente, a entrada de novos componentes ocorre a cada seis meses. Qualquer agente penitenciário pode se inscrever para a seleção, na qual são realizados testes de aptidão física e psicológica. Após isso, os aprovados que geralmente são poucos, devido ao rigor dos testes realizam o primeiro de uma série de cursos específicos para ações especiais. A rigidez dos testes pode ser comparada aos treinamentos de Esparta, na Grécia Antiga.

Curso com maior tempo de duração


Responsável pelo setor de Inteligência e Operações Especiais da Superintendência, Sílvio Fernando Ferreira Silva, projeta aumentar o tempo de duração do primeiro curso específico dos agentes postulantes a integrar o Grupo, passando de duas semanas para um mês. “Quem quer integrar o Gaes precisa passar nos testes e, o mais importante, querer servir em um setor que exige sacrifícios”. Silva espera que o efetivo atinja 50 homens.

A tropa de elite do sistema prisional é responsável por executar ações determinadas pelo setor de Inteligência, definidas após análise da situação interna dos estabelecimentos penais. Após a identificação do objetivo, é traçada a estratégia da operação. As intervenções do Grupo ocorrem quase que diariamente. Somente na semana passada, foram três. 

O Gaes está dividido em três células, explica o chefe do setor de Inteligência. A maior está localizada em Porto Alegre. Uma outra situa-se em Santa Maria e a terceira atende à região Sul do Estado, entre Bagé e Santana do Livramento, na Fronteira. “Estamos criando outras células”, destaca Silva.

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