Polícia

Susepe troca chefia de divisão investigada por desvio de diárias no RS

Unidade pode ter lesado em mais de R$ 1,6 milhão os cofres públicos, apontou o Ministério Público

Alvo de investigações do Ministério Público, a Divisão de Monitoramento Eletrônico da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) passou, nesta segunda-feira, a ser comandada pelo servidor Renato Gomes de Oliveira, ex-corregedor da Susepe. O antigo chefe, Cezar Moreira, foi realocado para outra função na Superintendência. Um dia antes, o Ministério Público deflagrado a Operação $u$epe que revelou um esquema de desvio de verba de diárias pagas aos agentes.

Conforme a assessoria de imprensa da Susepe, a troca ocorreu em função da Divisão de Monitoramento ter sido alvo de uma investigação, que pode ter lesado em R$ 1,6 milhão os cofres públicos com a falsificação de notas fiscais encaminhadas pelos agentes para justificar os repasses. A primeira fase da investigação apontou irregularidades em 769 notas apresentadas entre 2013 a 2014 .

A fraude envolvendo os cupons fiscais de diárias pagas a agentes em viagem pelo Rio Grande do Sul pode passar de R$ 11 milhões, estima o Ministério Público. Em 60 dias, a Corregedoria da Susepe deve se manifestar sobre as investigações, o pode resultar no afastamento de 158 servidores.

Como funciona o esquema
Conforme o Ministério Público, os agentes vinham do Interior e recebiam as diárias com direito a hospedagem, mas dormiam em residencias fixas na Capital. As casas podem ser deles, de amigos ou de familiares. Para garantirem as diárias, notas frias eram obtidas junto a quatro hotéis – dois na Farrapos, um em frente à Rodoviária e outro nas imediações do Salgado Filho. Além dos 158 agentes investigados, diretores de presídios do Estado também podem estar por de trás do esquema, elevando o prejuízo.