Polícia

Suspeita é de incêndio criminoso, diz Polícia Civil sobre fogo em ônibus na Lomba do Pinheiro

Caso ocorreu na Vila Mapa, zona Leste de Porto Alegre

Ônibus pegou fogo na Lomba do Pinheiro
Ônibus pegou fogo na Lomba do Pinheiro Foto : Marcel Horowitz / Especial CP

Um ônibus pegou fogo na manhã desta segunda-feira, no bairro Lomba do Pinheiro, na zona Leste de Porto Alegre. A suspeita é de incêndio criminoso. Nenhum possível envolvido havia sido identificado até o momento desta publicação.

O caso ocorreu por volta das 7h20min, na avenida Santos Dias da Silva, na localidade da Vila Mapa. O veículo estava vazio e desligado no momento das chamas. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista estacionou o coletivo, guardou as chaves no bolso e desceu para ir ao banheiro. Quando retornou, conforme o próprio relatou aos agentes, encontrou o ônibus incendiado. Ele disse ter visto um suspeito fugindo a pé em direção a uma viela, mas o homem não foi encontrado.

O Corpo de Bombeiros esteve no local e, por meio de um caminhão Auto Bomba Tanque (ATP), controlou o incidente. Além disso, equipes da CEEE Equatorial foram acionadas e desligaram a rede, uma vez que o ônibus estava em uma área repleta de fios de alta tensão. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) também atendeu a ocorrência.

A 5ª Delegacia de Polícia investiga o ocorrido. Conforme o delegado titular, Luciano Dias Peringer, não há câmeras de segurança no local. Não é descartado que o caso tenha relação com uma tentativa de homicídio, também na Lomba do Pinheiro, registrada nesta madrugada.

"Ainda não há como estabelecer se o caso foi, de fato, um incêndio criminoso. Existe a suspeita, até por conta da altura das chamas, mas isso ainda será devidamente investigado. O motorista disse que viu um homem correndo, mas pode ter sido apenas alguém que se assustou com o fogo”, ponderou o titular da 5ª DP.

Segundo a Brigada Militar, a Vila Mapa passa por um confronto entre facções rivais por pontos de tráfico. A localidade registrou em cerca de um mês, entre julho e agosto, pelo menos quatro homicídios relacionados ao confronto.

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