Segundo o motorista, o homem teria roubado GPS, celular e dinheiro e fugido a pé. Conforme o relato de um dos integrantes da Força de Apoio Operacional (FAO) da Brigada Militar (BM), tenente Sandro Machado, o taxista seguiu na direção do assaltante com o Siena, passou por um grupo de pessoas e teria comentado que foi vítima de um assalto. No trajeto, se deparou com uma viatura da Brigada Militar (BM) que passava pela região.
"Nós estávamos fazendo uma ronda pela região e o taxista nos encontrou. Ele nos relatou o que aconteceu e quando retornamos ao local, um terreno baldio e com mata alta, encontramos o corpo do homem. Ele foi atingido por dois disparos: um no pescoço e outro na região lombar", explicou Machado.
Segundo Machado, o taxista não soube explicar como o assalto iniciou. "Ainda não ficou muito claro. O que ele nos falou foi que tinha largado um cliente e foi abordado quando estava com o Siena em velocidade baixa. Pelo que observamos, os pertences do motorista foram recuperados", acrescentou.
Machado informou que a FAO é um grupo de policiais criado para combater homicídios em Porto Alegre e a ronda era feita para evitar novas mortes de taxistas.
Mortes e protestos
Na madrugada desse sábado, três taxistas foram executados com tiros na cabeça em Porto Alegre: Cláudio Gomes, 59 anos, Edson Roberto Loureiro Borges, 50 anos, e Eduardo Ferreira Haas, 31 anos.
Gomes foi encontrado morto no bairro Mario Quintana, zona Norte da Capital, junto ao veículo Corsa Classic. A vítima tinha ponto na Estação Rodoviária. O corpo de Haas foi localizado no bairro IAPI. Ele ficava em um ponto na avenida Assis Brasil. O veículo Corsa Classic que ele conduzia foi abandonado na rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora. Já Borges, que conduzia um Passat e atuava em uma empresa de tele-táxi, foi localizado na rua Dos Nautas, na Vila Ipiranga. O veículo foi abandonado na rua Bogotá, entre os bairros Jardim Lindóia e São Sebastião.
Em função das mortes dos taxistas, uma série de protestos foi organizada pela categoria. O primeiro ocorreu imediatamente após a localização do corpo de Cláudio Gomes. A manifestação terminou em frente à casa do governador Tarso Genro. Na tarde de sábado, uma carreata pediu mais segurança para categoria em Porto Alegre.
No final da tarde de domingo, uma nova carreata saiu do Largo Zumbi dos Palmares, na avenida Loureiro da Silva, e seguiu até a Estação Rodoviária e o Aeroporto Internacional Salgado Filho. A manifestação complicou o trânsito na Capital na volta do feriado de Páscoa.