Polícia

Suspeito de assassinar sargento e filho troca tiros com a BM

Suspeito fugiu por um matagal depois de colidir o veículo que conduzia

Assassinato do sargento e do filho está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio de Alvorada
Assassinato do sargento e do filho está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio de Alvorada Foto : Paulo Nunes / CP Memória
O principal suspeito de assassinar o sargento Milton de Pádua Martins, de 52 anos, e o filho dele, Ismael Martins, de 20 anos, conseguiu escapar da prisão após confronto com policiais militares, segundo o 24º Batalhão da Polícia Militar (BPM). O tiroteio ocorreu no final da noite de domingo em Alvorada, na rua Itamaré no bairro Nova Americana.

O suspeito estava em um Honda Civic, roubado e com placas clonadas, que acabou chocando-se contra a parede de um prédio durante a fuga no bairro Sumaré. O homem fugiu por um matagal e não foi mais encontrado. Há suspeita de que ele possa ter sido baleado no tórax.  Um alerta foi dado em toda a rede hospitalar. No veículo, os policiais militares apreenderam um revólver calibre 38 e um radiocomunicador sintonizado na faixa de comunicação da Brigada Militar, além de uma mochila com roupas.

O assassinato do sargento e do filho está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio de Alvorada. O delegado Cassiano Cabral disse que, por enquanto, o indivíduo apontado como autor do crime permanece sendo apenas um suspeito. A arma apreendida no veículo não é a mesma usada na dupla execução ocorrida na sexta-feira passada no bairro Salomé.

Segundo o delegado Cassiano Cabral, o alvo seria o filho do policial militar. Os dois estavam em um Monza e foram emboscados. Além do suspeito, outros dois cúmplices participaram do crime. Em clima de comoção e consternação, os corpos do policial e do filho foram sepultados no sábado no Cemitério Parque São Jerônimo. Familiares, amigos e colegas de farda compareceram ao enterro que teve honras militares. Na ocasião, o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Francisco Vieira, afirmou que a morte do sargento representava uma perda para a sociedade gaúcha. “Ele era proativo e um exemplo para os demais”, recordou.