Polícia

Suspeito de envolvimento na fraude do leite se apresenta à polícia

Empresário de Ibirubá prestou depoimento à delegada

Ação foi realizada na manhã de ontem em Ibirubá e Guaporá
Ação foi realizada na manhã de ontem em Ibirubá e Guaporá Foto : Simone Ramos / Especial / CP
Mais um suspeito de envolvimento na fraude de adulteraração do leite no Rio Grande do Sul se apresentou na delegacia de Ibirubá, no Alto Jacuí, na manhã desta quinta-feira. Acompanhado de um advogado, o empresário do ramo prestou depoimento à delegada Diná Rosa Aroldi.

Nessa quarta-feira, durante a Operação Leite Compen$ado, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. Das oito pessoas detidas, seis continuam presas preventivamente e duas foram liberadas. A investigação conjunta do Ministério Público (MP) gaúcho e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou a adulteração do leite por meio da adição de substância semelhante à ureia com formol na composição. A fraude é considerada inédita no País.

Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos para utilização na prática criminosa.

Suspeitos de fraude podem pegar mínimo de quatro anos de prisão

Em entrevista à Rádio Guaíba, o promotor Mauro Rochemback afirmou nesta quinta-feira que ainda é cedo para calcular as penas a que os envolvidos na fraude do leite estão sujeitos; pois, segundo ele, o cálculo depende do número de laudos que serão emitidos, confirmando a adulteração no alimento.

Conforme o promotor, a lei não considera hediondo o crime de adulteração de alimentos, mas destacou que os suspeitos devem receber penas mínimas de quatro a cinco anos de reclusão. Rochemback explicou que, no núcleo de adulteração constatado em Iburubá, haveria o agravante da formação de quadrilha, o que não estaria configurado em Guaporé e Horizontina.

Ao ser questionado sobre a demora do MP em deflagrar a operação, já que as investigações começaram há três meses, o promotor esclareceu que gostaria de ter denunciado já no primeiro dia, mas explicou que "é preciso seguir um rito jurídico para que o maior número de suspeitos sejam flagrados".



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