O suspeito não teria demonstrado arrependimento ao narrar detalhes do crime. Ele não justificou o motivo do assassinato. Afirmou apenas que a ideia era furtar armas. Ele havia trabalhado na propriedade na manhã de segunda-feira, e teria voltado à noite para roubar.
Após anunciar o assalto ao capataz, a quem conhecia, ele o amarrou numa cadeira e o matou. Então, enrolou o corpo em um plástico, carregou-o para o interior de um galpão e colocou fogo. Na quarta-feira, o corpo de José Eufrazio Melo de Fontoura, 57 anos, foi encontrado carbonizado. O fogo consumiu diversos equipamentos do local e três espingardas foram furtadas.
Zanella informou que o suspeito tem antecedentes por arrombamentos em propriedades do meio rural e foi preso na Vila Santo Antonio, onde reside com a família. Com ele estava um rifle. As outras duas espingardas roubadas foram encontradas em um matagal. O homem foi encaminhado ao Presídio de Júlio de Castilhos e será indiciado por latrocínio e incêndio criminoso, crimes cujas penas mínimas somam 23 anos de reclusão.