Polícia

Suspeito de liderar neonazistas não responde perguntas de delegado

Laureano Toscani está preso desde outubro quanto agrediu um funcionário negro da trensurb

As 28 perguntas feitas pelo delegado Paulo César Jardim ao suspeito de ser o líder de grupo neonazista gaúcho, Laureano Toscani na 1ª Delegacia de Porto Alegre, tiveram a mesma resposta: "Nada a declarar". Toscani, 24 anos, acusado de tentativa de homicídio contra três judeus, em 2005, afirmou em depoimento anterior ter recebido proteção do grupo criminoso PCC quando esteve preso em São Paulo.

No Paraná, testemunhas relataram à polícia gaúcha que Toscani havia emprestado a arma que acabou sendo utilizada no assassinato de casal neonazista, em abril deste ano, depois de desentendimento dentro do grupo.

Neste ano, a polícia apreendeu bombas de fabricação caseira que seriam utilizadas pelos neonazistas. O delegado Jardim tem convicção de que ataques a grupos de homosexuais e judeus seriam protagonizados em 2009. Toscani está preso, desde outubro, depois de atacar um funcionário negro da Trensurb, na Capital.