Polícia

Suspeito de mandar esquartejar corpo se entrega à polícia

Wilian Prestes Boeira de Oliveira, de 22 anos, foi detido em Erechim

Wilian Prestes Boeira de Oliveira, de 22 anos, o Catu, foi preso após se apresentar com um advogado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Erechim na noite de domingo. Catu estava com mandado de prisão expedido pela Justiça e é apontado como autor do homicídio e mandante do esquartejamento de Gilmar Luis da Veiga, de 45 anos, na madrugada do dia 22 de janeiro, na mesma cidade.

Conforme registros na DPPA, a Brigada Militar teria recebido denúncia anônima de que dois procurados pela Justiça estariam transitando nas proximidades do Posto Nonemacher, na BR-153, em um carro roubado. Pouco depois, uma guarnição teria avistado o táxi Fiat Uno com placas de São Luiz Gonzaga se deslocando pela avenida Caldas Júnior, sentido RS-211 - bairro Três Vendas.

Em verificação ao Sistema Integrado de Segurança, os PMs descobriram que o veículo havia sido roubado no dia anterior em seu município de origem – São Luiz Gonzaga. A guarnição então iniciou acompanhamento aos suspeitos e, nas proximidades da Apae, tentou abordá-los. Estava com Willian no veículo Gleison Luis de Lima, de 35 anos, o ‘Gleissinho’, foragido do Presídio Estadual de Erechim.

‘Catu’ teria então fugido para o interior de um matagal nas proximidades enquanto o condutor do carro fugiu em alta velocidade e disparou um tiro de revólver contra a viatura, que saiu no encalço do suspeito e respondeu ao fogo, tentando atingir os pneus do Fiat.

Outras quatro guarnições se juntaram à perseguição e, no cruzamento das ruas Júlio Trombini com a Paulo Matevi, bairro Polígno 21 de Abril, o fugitivo perdeu o controle do carro, colidiu contra um poste, rodopiou na pista e se chocou contra um portão.

Gleison novamente abriu fogo contra os policiais, que reagiram e atingiram o suspeito com cinco tiros de metralhadora calibre 40. Ele foi encaminhado para a Fundação Hospitalar Santa Terezinha. Na mesma noite passou por uma cirurgia e permanece internado na UTI do hospital, sob custódia policial, mas não corre risco de morte.

No carro, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, uma mala com roupas e dois aparelhos de telefone celular. A polícia então iniciou um cerco policial para tentar capturar o segundo fugitivo, já identificado como sendo o ‘Catu’.

Policiais militares que trabalhavam na área administrativa foram chamados para auxiliar nas buscas no interior da mata e nos bairros próximos. Por volta das 22h20min, ‘Catu’ se apresentou na DPPA com a presença de um advogado. Já na madrugada de ontem, ele foi encaminhado ao Presídio Estadual de Erechim.

‘Gleissinho’ possui passagens por crimes como ameaça, lesão corporal, disparo de arma de fogo, direção perigosa, tráfico de entorpecentes, homicídio, entre outros. ‘Catu’ possui ficha semelhante, além de ser apontado como autor do homicídio e mandante do esquartejamento de Luis da Veiga.

Esquartejamento

Por volta das 7h15min do dia 22 de janeiro, um homem foi encontrado dentro de um bueiro com as pernas e braços decepados na altura dos joelhos e cotovelos respectivamente, de cabeça para baixo, e com um tiro no peito, na rua José Bisognin, no bairro São Cristóvão.

Ele foi identificado como Gilmar Luis da Veiga e possuía passagens por furto, posse de entorpecentes, ameaça, incêndio e danos. Uma equipe de 11 agentes da Polícia Civil (1ª Delegacia de Polícia, a Delegacia Regional de Polícia e Delegacia de Trânsito), liderada pela delegada da Delegacia da Mulher, Diana Zanatta, iniciou as investigações e dias depois concluiu que Gilmar havia sido morto com o tiro e esquartejado para facilitar a desova do corpo pelos criminosos durante uma festa casa de Wilian (o Catu) na rua João Cabrera, no mesmo bairro.

Na manhã do dia 28 de janeiro, os policiais prenderam três dos acusados: Rafael Lemes dos Santos, o Rafa, 28 anos; Milton dos Santos, o nego Milton, 43 anos; e Ricardo André Borba, 35 anos. Faltavam dois.

No dia seguinte, foi preso Odacir José das Chagas, 49 anos. Eles contaram à polícia que, para desmembrar Gilmar, utilizaram um facão com 60 centímetros de lâmina e uma faca para cortar carne. Dos quatro acusados, três continuam presos. Ricardo André Borba foi solto e deve responder pela participação no crime em liberdade. Se condenados, eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.