De acordo com o delegado Cléber dos Santos Lima, que investiga o caso, o próprio advogado do suspeito informou à polícia que ele já tinha condições de depor. O delegado lembra, entretanto, que a lei permite que ele só se manifeste em juízo.
O homem é suspeito da morte da mulher, Márcia Calixto Carnetti, de 39 anos, e do filho do casal, Matheus Carnetti. Os corpos da enfermeira e do menino foram encontrados na quinta-feira por policiais militares, após familiares relatarem que não conseguiam contato com as vítimas.
Até sexta-feira, a Polícia Civil pretende concluir o inquérito e indiciar o suspeito por duplo homicídio doloso qualificado, podendo pegar até 60 anos de prisão, ainda que a legislação brasileira só permita o cumprimento de 30. A prisão preventiva já foi decretada.
A polícia acredita em crime premeditado pelo fato de o homem ter deixado diversos bilhetes antes de tentar o suicídio. Entre outras coisas, ele escreveu que a mulher era uma "traidora" e que a morte do menino ocorreu para que "não sofresse sem a mãe”.
Às 12h de hoje, colegas da enfermeira vão realizar um ato em lembrança às duas vítimas e em repúdio à violência contra a mulher. A concentração vai acontecer em frente ao Paço Municipal, no Centro de Porto Alegre.