De acordo com o delegado regional de Livramento, Eduardo Santana Finn, Luan disse que temia ser identificado e por isso teria abandonado, no Campo da Tuca, em Porto Alegre, o revólver calibre 22, de fabricação brasileira, que era de propriedade de um amigo uruguaio que havia pedido para guardar a arma.
Finn não quis dar detalhes sobre a revelação e comentou que as investigações ainda transcorrem. Ele prevê que a contar da data de decreto da prisão temporária, expedida pela Justiça, o inquérito será concluído em dez dias. “Em razão da confissão e das provas materiais recolhidas pela perícia, não será necessário fazer a reconstituição”, salientou.
O delegado Roger Bittencourt Tavares, que efetuou a prisão do jovem, em Porto Alegre, também acompanhou o depoimento. “Pela frieza ao narrar com detalhes todos os fatos, ele será plenamente capaz de responder pelos seus atos e certamente poderá pegar uma pena muito longa”, avaliou o delegado. Familiares de Silva contrataram, em Quaraí, um advogado criminalista para defendê-lo em juízo. Eles não acreditam que o jovem tenha praticado os crimes sozinho.
A movimentação foi acompanhada por dezenas de pessoas, que ficaram em frente à DP. Por medida de segurança, Silva poderá responder processo em outra casa de detenção, fora de Livramento ou Porto Alegre. A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) deverá decidir sobre a permanência ou não do criminoso na Penitenciária Estadual de Santana do Livramento.
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