O homem de 33 anos, preso nesta sexta-feira em Cachoeirinha como suspeito de uma série de estupros, já tem três condenações pelo mesmo tipo de crime. Em entrevista ao Correio do Povo, a titular da Delegacia da Mulher de Gravataí, delegada Marina Dillenburg, relatou que os ataques começaram ainda em 2003.
"Ele agia desde 2003 e neste período foi condenado por três estupros. Na época em que estava no semiaberto, ele acabou progredindo para o monitoramento eletrônico (uso da tornozeleira) porque não havia vagas no sistema prisional. Recentemente, ele estava em prisão domiciliar, que é quando o preso trabalha durante um turno e volta para a casa. Só que ele está desempregado", explicou Marina.
De acordo com a delegada, a prisão do homem ocorreu porque uma das vítimas dos ataques mais recentes fez a denúncia. Além dos três ataques pelos quais já foi condenado, o suspeito é investigado por quatro novos episódios, todos ocorridos em Gravataí. "Temos o relato de um caso que envolveu uma menina de nove anos. O último ataque dele foi contra a própria vizinha, de 51 anos. Ela se mudou no dia 12 de outubro e a violentou uma semana depois", esclareceu Marina.
Durante a investigação e com a ajuda dos depoimentos de algumas vítimas, a delegada Marina descobriu que o suspeito costumava atacar na mesma região geográfica de Gravataí. "Ele sempre procurava levar as vítimas para o mato durante os ataques. Após subjulgá-las, o homem forçava a relação sexual sem preservativo. O que nós observamos nos relatos que temos é que ele sempre mordia as partes íntimas das mulheres", relatou.
Denúncia necessária
Questionada sobre a possibilidade do homem se beneficiar mais uma vez de uma falha no sistema prisional, a delegada Marina Dillenburg garantiu que a investigação conta com provas robustas contra o suspeito. "Eu quero acreditar que desta vez isso não irá ocorrer. Temos provas suficientes para uma nova condenação. Com a repercussão deste caso, eu espero que as mulheres percam o medo de denunciar. Nós ainda temos outras duas vítimas com quem queremos conversar antes de fechar a apuração dos crimes", acrescentou.
O suspeito está detido na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí e neste sábado deve seguir ao Presídio Central, em Porto Alegre. Conforme Marina, as mulheres que sofreram os ataques mais recentes serão chamadas para fazer o reconhecimento do homem, que terá seu material genético recolhido.
Suspeito de série de estupros já tem três condenações
Homem é investigado por quatro novos ataques em Gravataí