Oliveira foi detido no dia seguinte da Operação Mercari, na sexta-feira. Conforme as investigações, ele seria um dos operadores do esquema que pode ter desviado mais de R$ 10 milhões do banco gaúcho por meio do setor de marketing. Outros três presos pela Polícia Federal, na quinta-feira, foram liberados da prisão preventiva pela pela Justiça: o ex-superintendente de marketing do banco, Walney Fehlberg; o sócio da agência SLM, Gilson Stork, e o diretor da DCS, Armando D'Élía Neto, estão em liberdade provisória.
Os quatro suspeitos prestaram depoimento na sede da Polícia Federal nesta segunda-feira.
De acordo com o superintendente da PF no Estado, delegado Ildo Gasparetto, os quatro ficaram calados e só devem se manifestar em juízo. Conforme a juíza que aceitou os pedidos de liberdade provisória, as prisões não são mais necessárias já que materiais foram apreendidos com os três. “Embora existam fortes indícios de destruição de provas e de irregularidade em conversas telefônicas, eles não oferecem mais riscos às investigações”, disse a magistrada, que não quis ter o nome revelado.
Segundo a Polícia Federal, o empresário Davi Antunes de Oliveira foi o suposto operador das fraudes envolvendo o departamento de marketing do Banrisul e o suspeito de recolher propinas, permitindo o superfaturamento de contratos entre o banco e agências de publicidade.
Advogado pode questionar operação da PF no Judiciário
O advogado contratado pelo Banrisul para atuar no caso, Fábio Medina Osório - o mesmo que defendeu a governadora Yeda Crusius das acusações de fraudes no Detran - , disse, nesta segunda, que pode ingressar com uma ação contra União, pela forma como a PF divulgou a operação. "Além de fazer uma relação indevida com o cenário eleitoral, a ação poderia ter sido feita em outubro do ano passado, quando a denúncia chegou, evitando o suposto prejuízo", avaliou.
As declarações foram rebatidas pelo superintendente do órgão no Estado, delegado Ildo Gasparetto. "Antes de dizer isto, ele deveria conhecer um pouco mais sobre a investigação. Há apenas cinco meses fomos acionados, a pedido do Ministério Púlico e Justiça Estaduais, e este foi o tempo necessário para o levantamento de todos os dados", afirmou o delegado.