A Polícia Civil voltou atrás e pediu a soltura dos dois homens presos em flagrante, suspeitos da morte do soldado da Brigada Militar, Márcio Ricardo Ribeiro, 42 anos, ocorrida na última quinta-feira. O pedido de soltura - que foi aceito pela Vara de Execuções Criminais (VEC) do Foro Central - ocorreu após um jovem de 23 anos ter sido preso na Estação Rodoviária de Porto Alegre minutos antes de embarcar para Mariana Pimentel, na região Metropolitana. A Brigada Militar chegou até ele por uma denúncia anônima que apontava que ele tentaria fugir de Porto Alegre.
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No depoimento - que durou mais de seis horas - na 6ª Delegacia de Polícia, o jovem confessou o crime e apontou outros três envolvidos na morte do policial militar (PM), que não eram os mesmos que foram presos em flagrante horas após a morte de Ribeiro.
Em seguida, agentes da Polícia Civil com apoio da Brigada Militar iniciaram as buscas aos três envolvidos, que entrou madrugada adentro de domingo.
Conforme a delegada da 6ª DP, Áurea Regina Hoeppel, agentes chegaram a fazer um cerco à casa de um dos apontados pelo rapaz, em um bairro em Porto Alegre, próximo da divisa com a Viamão, que a delegada não quis especificar qual seria, para não atrapalhar as investigações. Entretanto, o homem não estava na casa, que era ocupada no momento da abordagem apenas pela irmã do suspeito. "Agora ele está na condição de foragido", disse a delegada. Ele é apontado pelas testemunhas como um dos dois homens que atiraram contra o PM.
A delegada observa que foi obtido com a VEC a prisão temporária do rapaz e dos outros três suspeitos. O que, diferente da preventiva, garante mais tempo de investigação: ao todo, 30 dias.
Suspeitos da morte de PM são soltos após jovem confessar crime
Rapaz apontou três envolvidos antes de embarcar na Rodoviária de Porto Alegre