Polícia

Suspeitos de crime eleitoral são soltos em Jaquirana

Filho do prefeito, coordenador de campanha e vereador foram detidos na quarta-feira

Foram liberados na madrugada desta sexta-feira os três homens presos pela Polícia Civil na última quarta-feira por suspeita de compra de votos na eleição de outubro em Jaquirana, na Serra gaúcha. O trio foi beneficiado por um habeas corpus definido pelo magistrado Hamilton Langaro Dipp, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Ivan Lauro Rauber, de 40 anos, filho do prefeito reeleito da cidade; Orestes Angelo Andeliere, de 55, cunhado do prefeito e vereador reeleito pela terceira vez; e o coordenador de campanha da coligação formada por PP, PMDB, PPS e DEM, José Evandro Pereira dos Reis, de 39, estavam no Presídio de Vacaria. O advogado de defesa dos suspeitos e procurador-geral do município, Gustavo Fernando Paim, havia ingressado com habeas corpus no dia da prisão, mas o pedido foi negado pelo TRE. Três advogados assumiram o caso  - Mauro Aspis, Clara Aspis e Jardel Luis da Silva - e encaminharam recurso solicitando reconsideração nessa quinta-feira. O habeas corpus foi concedido.

Interceptações telefônicas da Polícia Civil identificaram que votos teriam sido eram trocados por dinheiro, rancho, eletrodomésticos e pneus, segundo a investigação. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já anunciou que vai realizar uma inspeção na sede de Executivo para apurar a suspeita de uso de recursos públicos para a prática de crime eleitoral. De acordo com o delegado Flademir de Andrade, “nas escutas foram constatados diversos indícios de desvio de dinheiro da prefeitura municipal de Jaquirana para uso em campanha eleitoral”.

Policiais de Porto Alegre reforçam segurança na delegacia do município

Quatro policiais civis de Porto Alegre chegaram na noite de quinta-feira a Jaquirana. Eles ficarão por tempo indeterminado no município reforçando a segurança, principalmente na delegacia. Durante a prisão dos suspeitos, parte da população se revoltou contra a ação. A Polícia Civil também busca identificar eleitores que teriam vendido votos. Eles poderão ser responsabilizados por corrupção passiva, explicou o delegado Andrade. O Ministério Público vai tentar a cassação do prefeito reeleito Ivanor Renato Rauber (PP).

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