Oito pessoas foram detidas nesta terça-feira, no Mato Grosso, por suspeita de lesar vítimas no Rio Grande do Sul com fraudes digitais. Os presos fazem parte de uma quadrilha de golpes do “falso intermediário”, no caso, negociações forjadas para revenda online de automóveis. O prejuízo gerado aos gaúchos ultrapassa R$ 300 mil.
Batizada de Operação Strick, a ofensiva da Polícia Civil somou 60 agentes de Canoas e Mato Grosso. Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, além de dez ordens de prisão temporária, nas cidades de Várzea Grande e Cuiabá.
A ação foi precedida por mais de um ano de investigações. O trabalho ocorreu com apoio técnico da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança.
De acordo com informações da 3ª DP de Canoas, que comandou a apuração, o esquema ocorria nas redes sociais, onde um criminoso se apresentava como intermediário legítimo de negociações. O golpista fingia ser representante de proprietários de automóveis, mas, quando as vítimas transferiam valores, ele deletava o perfil e sumia. Assim, os legítimos compradores e vendedores acabavam sofrendo prejuízos.
“O crime é engenhoso e cria falsa sensação de segurança para as vítimas. Por isso, é essencial que qualquer negociação, principalmente de veículos, seja feita com cautela, verificação de dados e, de preferência, presencialmente”, orienta a delegada titular da 3ª DP de Canoas, Luciane Bertoletti.
Ainda conforme Luciane Bertoletti, a mesma quadrilha também fez vítimas no Pará, onde a polícia local fez diligências. No caso, ao invés de carros, os golpistas fizeram a intermediação fraudulenta da compra e venda de bovinos. O prejuízo foi de R$ 150 mil.
"A Operação Strick representa mais um passo importante na luta contra o crime cibernético e os golpes virtuais, que têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. A atuação conjunta entre forças de segurança reforça a necessidade da cooperação institucional para desarticular redes especializadas. O ambiente digital conecta vitimas de uma região com criminosos de todos os cantos do país, então, atuar com inteligência, especialização investigativa e intercâmbio de informações é crucial para a efetividade das nossas ações”, afirma o delegado regional Cristiano Reschke.
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