O Ministério Público de São Leopoldo denunciou à Justiça, na tarde desta segunda-feira, os quatro suspeitos de terem planejado e executado a morte do advogado criminalista Ivan Guardati Vieira, de 47 anos, no último dia 9. O promotor Leonardo Bairros, denunciou Daniel Pereyra Passos, de 22 anos, Gustavo Marques Azevedo, de 19, Christiano Rosa Pereira, de 23, e Vilmar Farias da Silva, de 21 anos, pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), receptação (usaram um veículo roubado em Canoas para cometer o crime) e ocultação de cadáver. Pereira, que usou documento de outra pessoa para entrar na casa noturna onde o grupo abordou o advogado, ainda foi denunciado por falsa identidade. A 3ª Vara Criminal de São Leopoldo vai julgar o caso.
O promotor explicou que os quatro não chegaram a ser denunciados por formação de quadrilha porque não ficou claro que o bando atuava de forma reiterada roubando carros na região. Três deles, inclusive, declararam ter emprego fixo, ressaltou Bairros. "Chamou a atenção o fato de que todos eles eram jovens e tinham ocupação definida, o que pode ser um sinal de que o perfil dos criminosos está mudando", frisou. Único sem emprego demonstrado, Danyel Pereira Passos também declarou à polícia que trabalhava informalmente na empresa do pai.
Passos foi o último a ser preso, no dia 14. De acordo com o titular da 3ª Delegacia de Novo Hamburgo, Moacyr Firmino, ele confessou ter estrangulado o advogado. Em depoimento, Passos disse que o crime foi cometido com o objetivo de roubar o veículo, um Honda New Civic.
O delegado revelou, ainda, que o advogado foi morto no deslocamento do bar Alternativo, na ERS-239, onde foi abordado, e a própria residência. O corpo de Vieira, que também era professor universitário, foi localizado na tarde de nove de junho, às margens da Free Way.
Gustavo Marques Azevedo, de 19 anos, foi preso na vila Bom Jesus, em Porto Alegre; Christiano Rosa Pereira, 23 anos, e Wilmar Farias da Silva, de 21 anos, foram detidos em São Leopoldo. Os quatro foram encaminhados para a Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.
Suspeitos de matar advogado são denunciados pelo MP
Polícia acredita que Ivan Guardati Vieira tenha sido vítima de latrocínio