Polícia

Suspeitos na morte de crianças serão novamente reinquiridos pela polícia

Depoimentos serão colhidos perto da conclusão do inquérito sobre o caso do templo macabro

Depoimentos serão colhidos perto da conclusão do inquérito sobre o caso do templo macabro
Depoimentos serão colhidos perto da conclusão do inquérito sobre o caso do templo macabro Foto : Alina Souza / CP Memória
Todos os suspeitos de envolvimento no caso do sacrifício de duas crianças em um ritual satânico serão novamente reinquiridos pela Polícia Civil. A informação foi repassada na manhã desta terça pelo titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Novo Hamburgo. O delegado Rogério Baggio explicou que os novos depoimentos serão colhidos perto da conclusão do inquérito, cujo prazo por mais 60 dias foi concedido pela Justiça há cerca de uma semana. “Com alguns elementos novos que surgiram no andamento do inquérito, vou reinquiri-los”, enfatizou. Ele não descartou inclusive a realização de alguma acareação.

Até o momento cinco suspeitos estão presos e outros dois encontram-se foragidos. A prisão mais recente ocorreu na tarde de sábado passado na praia de Quintão, no Litoral Norte. Trata-se de mais um indivíduo apontado como interessado na prosperidade dos negócios no ramo imobiliário e que estava foragido. O homem deve ser ouvido na tarde de hoje pelo delegado Rogério Baggio caso “não ocorra alguma diligência urgente”. O sócio nos negócios já havia sido detido antes. Ambos teriam contratado a seita satânica, cujo líder também encontra-se preso. O templo fica perto da ERS 020, em Gravataí.

Em setembro do ano passado, em dias diferentes, as partes esquartejadas de um casal de irmãos por parte de mãe, sendo um menino na faixa etária entre 8 e 10 anos, e uma menina entre 10 e 12 anos de idade, foram encontradas em uma estrada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. Duas testemunhas-chaves constam no inquérito, sendo uma que viu parte de um ritual satânico no qual estariam as duas crianças e outra que enxergou uma caminhonete com um dos sócios no local onde foram abandonados os corpos esquartejados das vítimas.

A identificação das crianças, cujas cabeças não foram localizadas até o momento, é um mistério. Uma linha investigativa aponta que talvez sejam de nacionalidade argentina, mas outra hipótese é de que serem brasileiras, sendo apurado uma relação com o Nordeste do Brasil. Uma caixa de papelão na qual estavam as partes esquartejadas das crianças era de uma marca de sabão em pó não comercializada no Rio Grande do Sul. A fábrica do produto fica em Pernambuco, onde um dos presos tem comprovada relações segundo os policiais civis. “Não descarto nada”, já havia declarado recentemente o delegado Rogério Baggio, sobre a identificação das vítimas.