Responsável pela investigação iniciada em 2015 e que avançou há seis meses, o delegado Aldronei Rodrigues explicou que a fraude ocorria, no âmbito da Ufrgs, no programa de pós-graduação em Saúde Coletiva, que é um convênio entre o Ministério da Saúde e a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs). O esquema atingiu também os programas de extensão em Educação Continuada e Saúde Coletiva.
“A fraude se dava de várias formas. Uma delas era a criação de vínculos fictícios com os programas de pós-graduação e a atribuição de bolsas para esses alunos ou não. Os valores das bolsas eram repassadas na integralidade ou parcialmente aos coordenadores dos cursos de pós. Havia ainda desvio de recursos por pagamento indevido de diárias e recibos de autônomo, entre outros artifícios”, assegurou o delegado responsável pelo caso, Aldronei Rodrigues.
Segundo Rodrigues, muitos dos beneficiários no esquema sequer produziam pesquisas. No entanto, eles recebiam bolsas como se tivessem efetuado-as. Havia bolsas de até R$ 6,2 mil.
Na operação, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de prisão, dez de busca e apreensão e outros dois de condução coercitiva em Porto Alegre, Canoas e Pelotas. Cerca de 70 agentes foram mobilizados na ação coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros da PF. Houve a prisão de três professores da Ufrgs, e uma professora da Unisinos, responsáveis pela coordenação de cursos de pós-graduação, além de uma servidora e uma funcionária contratada da Ufrgs.