O proprietário do carro Morgan Pires de Matos registrou ocorrência na Área Judiciária do Palácio da Polícia informando que o táxi deveria ser devolvido no domingo pelo motorista. “Ele não compareceu no horário que estava marcado. Dei um tempo pra ver se ele aparecia com o carro e como não apareceu, comuniquei a Brigada Militar”, explicou em entrevista ao Correio do Povo.
Matos prestou depoimento à Polícia Civil no final da manhã desta segunda-feira. Ainda não há informações sobre o paradeiro do taxista supostamente desaparecido. “Ele era um folguista. Pegou o táxi para trabalhar no feriado”, disse Matos.
Mortes e protestos
Na madrugada desse sábado, três taxistas foram executados com tiros na cabeça em Porto Alegre: Cláudio Gomes, 59 anos, Edson Roberto Loureiro Borges, 50 anos, e Eduardo Ferreira Haas, 31 anos.
Gomes foi encontrado morto no bairro Mario Quintana, zona Norte da Capital, junto ao veículo Corsa Classic. A vítima tinha ponto na Estação Rodoviária. O corpo de Haas foi localizado no bairro IAPI. Ele ficava em um ponto na avenida Assis Brasil. O veículo Corsa Classic que ele conduzia foi abandonado na rua Mata Bacelar, no bairro Auxiliadora. Já Borges, que conduzia um Passat e atuava em uma empresa de tele-táxi, foi localizado na rua Dos Nautas, na Vila Ipiranga. O veículo foi abandonado na rua Bogotá, entre os bairros Jardim Lindóia e São Sebastião.
Em função das mortes dos taxistas, uma série de protestos foi organizada pela categoria. O primeiro ocorreu imediatamente após a localização do corpo de Cláudio Gomes. A manifestação terminou em frente à casa do governador Tarso Genro. Na tarde de sábado, uma carreata pediu mais segurança para categoria em Porto Alegre.
No final da tarde desse domingo, uma nova carreata saiu do Largo Zumbi dos Palmares, na avenida Loureiro da Silva, e seguiu até a Estação Rodoviária e o Aeroporto Internacional Salgado Filho. A manifestação complicou o trânsito na Capital na volta do feriado de Páscoa.