O profissional disse que a categoria tem fotos de um assaltante, preso por taxistas há seis meses. “A hipótese de ser o mesmo é reforçada pelo que o criminoso falou quando foi algemado e levado", comentou Soares. “Ele foi bem claro ao afirmar: 'Agora não vou mais roubar vocês. Vou matar'.” Outra coincidência citada pelos profissionais é que o suspeito só tomaria táxis na avenida Assis Brasil. As vítimas ficavam por ali ou próximos à avenida. “Além disso, este criminoso tem a mania de só roubar CDs”, comentou. “E foi o que faltava nos carros, sendo que num deles o GPS também foi levado.”
Os taxistas comentam que o suposto assassino teria ligado para uma rádio táxi e assumido as três mortes, além de ameaçar matar mais profissionais. O fato não foi confirmado pelo diretor adjunto do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Adão Ferreira de Campos, que estava representando o presidente da entidade, Luiz Nozário, que está em viagem. “Não há confirmação de que isto tenha realmente ocorrido”, salientou. “Mas, vamos averiguar se realmente ocorreu este telefonema.”Está prevista uma reunião entre os taxistas e o governo do Estado. Luciano Soares, que conversou com o governador, Tarso Genro, na madrugada de sábado, disse que o encontro deverá ocorrer na próxima quarta-feira, na Casa Civil. O horário ainda não foi decidido. “Nesta segunda-feira, vamos formar a comissão para nos reunirmos com representantes do governo”, disse Soares. O diretor administrativo do Sintaxi, Adão Ferreira, relatou que o sindicato aguarda contato com a Secretaria de Segurança Pública para saber o horário e local da reunião. “Esta reunião servirá para estudarmos estratégias para combater este tipo de tragédia”, afirmou.
“Uma das ações que precisam ter sequência são as barreiras, que ajudam a coibir os assaltos, afinal muitas vezes estamos transportando o inimigo atrás de nós”, comentou o sindicalista. Neste domingo, os corpos das três taxistas foram sepultados. Em todos o clima era de consternação e revolta. Muitos profissionais afirmavam não ter condições psicológicas para voltar a trabalhar à noite. De manhã, Edson Roberto Loureiro Borges, 50 anos, foi enterrado no Cemitério São Miguel e Almas, e Eduardo Haas, 31, no Cemitério Municipal São José Operário, em Alvorada. O corpo de Cláudio Gomes, 59, também foi sepultado no Cemitério São Miguel e Almas, na Capital, na parte da tarde.