Polícia

Taxistas gaúchos tentam subsídio para comprar cabines à prova de balas

Na madrugada deste domingo, mais um motorista da categoria foi morto, em Lagoa Vermelha

Desde 1995, os taxistas de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, são obrigados por lei a colocarem nos veículos uma cabine à prova de balas. Em Santa Maria, no Centro do Estado, há alguns anos, cerca de 50 motoristas também utilizaram o equipamento, mas, hoje, conforme a Federação Gaúcha dos Taxistas, há apenas três condutores que ainda têm a estrutura nos veículos. Em Porto Alegre, há uma década, havia táxis com cabine de proteção, mas hoje elas não existem mais. Em Passo Fundo, no Norte gaúcho, alguns motoristas instalaram o dispositivo neste ano devido à insegurança.

O presidente da Federação, Moacir da Silva, esteve em Brasília, na semana passada, para solicitar à Confederação Nacional de Transportes auxílio para conseguir subsídios junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para a aquisição das cabines. Em Caxias do Sul, elas custam R$ 3 mil, e são feitas sob medida. Moacir da Silva diz que não há como obrigar, apenas recomendar.

A cabine é considerada pela Federação como a forma 100% garantida de evitar que taxistas sejam feridos ou até mesmo mortos durante tentativas de assalto ou até mesmo em casos de homicídios. Na madrugada deste domingo, mais um condutor foi morto no Rio Grande do Sul. Névio de Souza, de 78 anos, foi assassinado em Lagoa Vermelha. Ele foi encontrado com facadas e hematomas na cabeça a cinco quilômetros de onde o carro foi abandonada.


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