De acordo com a corporação, ele está detido na carceragem do Batalhão de Choque desde as primeiras horas desta madrugada. Após quase 50 dias de investigação que envolve Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, a 3ª Vara Criminal de Niterói decretou na noite dessa segunda-feira a prisão do tenente-coronel Oliveira e de mais cinco policiais militares (PMs).
Os PMs, que atuavam no mesmo batalhão sob a tutela do então comandante, faziam parte do Grupamento de Ações Táticas e são acusados de forjar um auto de resistência para acobertar a morte de Diego Belieni, então com 18 anos, morador do morro do Salgueiro, em São Gonçalo. O tenente Daniel Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jeferson de Araújo Miranda estão em unidades prisionais diferentes para evitar que combinem versão para depoimentos futuros.
O juiz Peterson Barroso Simões decidiu decretar a prisão do tenente-coronel após ouvir o depoimento de um dos dois cabos presos, acusado do assassinato da juíza. O cabo, que estaria ameaçado de morte, resolveu contar tudo e participar de uma antecipação de prova, obtendo o direito à delação premiada (que inclui provável redução de pena). Ele teria dito que usou duas pistolas no crime. A perícia da Polícia Civil constatou que Patrícia foi assassinada com 21 tiros de pistolas 40 e 45 e de revólver 38.
De acordo com a investigação, as munições usadas no crime foram desviadas do 7º BPM. Após o assassinato de Patrícia Acioli, o comando da Polícia Militar trocou os comandantes de diversos batalhões, inclusive o do 22º BPM, quando Claudio Oliveira assumiu o cargo.
As informações são do R7