A prisão de Oliveira foi decretada pelo juiz Peterson Barroso Simões, depois que o magistrado ouviu o depoimento de um dos dois cabos presos. Um deles estaria ameaçado de morte e resolveu contar tudo e participar de uma antecipação de prova, obtendo o direito à delação premiada, o que pode vir a reduzir uma futura pena.
Conforme teria dito o PM, o cabo teria usado duas pistolas no crime. Segundo a Polícia Civil, a juíza foi morta com 21 tiores de pistolas .40 e .45 e revólver calibre 38. A investigação aponta que as munições usadas foram desviadas do 7º BPM.
Suspeito de ser o mandante do assassinato, Oliveira está detido na carceragem do Batalhão de Choque desde o início da madrugada. Ele teve a prisão temporária de 15 dias decretada no fim da noite de segunda-feira pela 3ª Vara Criminal de Niterói, na região metropolitana.
Resistência pode ter sido forjada por policiais
Os seis PMs, que atuavam no Batalhão de São Gonçalo sob a tutela do então comandante, faziam parte do Grupamento de Ações Táticas e também são suspeitos de forjar um auto de resistência para acobertar a morte em junho de Diego Belieni, 18 anos, morador do morro do Salgueiro, em São Gonçalo.
Outros três policiais militares, detidos no dia 12 deste mês, já estão presos por suspeita de participação na morte da juíza e no assassinato do jovem do Salgueiro. O tenente Daniel Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jeferson de Araújo Miranda estão em unidades prisionais diferentes para evitar que combinem versão para depoimentos futuros. Com as novas prisões, sobe para dez o total de suspeitos.