A prisão ocorre um dia depois de o governo paulista anunciar a criação de uma força-tarefa da Segurança Pública para obter informações que auxiliem as investigações sobre a organização. Uma das medidas foi a criação de uma comissão especial da corregedoria para investigar os casos de policiais ligados ao grupo criminoso.
No final da manhã de segunda-feira, após participar de reunião com o governador Geraldo Alckmin, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, disse que tomaria providências, a partir da investigação do MP-SP, em relação aos policiais. O secretário informou não ter conhecimento sobre o número de envolvidos com o crime, mas que, em 2013, foram mais de 100 homens afastados por práticas ilegais, somando policiais civis e militares.
Na última sexta-feira, o MP-SP informou que 175 pessoas foram denunciadas por envolvimento com o PCC. Aos acusados, foram atribuídos os crimes de formação de quadrilha armada para o tráfico de entorpecentes, contra o patrimônio e contra a vida de agentes públicos, além da aquisição, posse e manutenção de armas de fogo. A promotoria pediu a prisão preventiva de todos os denunciados, mas Justiça paulista indeferiu a solicitação e o Ministério Público recorreu da decisão.