O corpo de Bernardo foi encontrado em Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde Bernardo vivia. Para a Polícia, ele foi assassinado pelo pai, a madrasta e uma amiga da mulher. A criança era considerada desaparecida desde 4 de abril.
Depois de procurar o Fórum de Três Passos, Bernardo foi ouvido pela promotora Dinamárcia e relatou não gostar da madrasta, enfatizando que não queria mais morar com o pai e a companheira. A promotora lamentou, contudo, que as pessoas indicadas pelo menino sequer compareceram ao MP para manifestar ou não interesse em ter a guarda dele.
Uma reunião foi realizada com o pai e o menino, na qual ambos decidiram, no início do ano, tentar uma reaproximação. Os dois foram ouvidos separadamente para manifestar o interesse em promover mais uma tentativa de manter o vínculo. “Um menino muito esperto, afetivo, carinhoso e educado e que falava bem”, salientou Dinamárcia.
O caso chegou ao MP depois que a rede de proteção à infância e à juventude, integrada pelo Conselho Tutelar, o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Conselho Regional de Serviço Social tomou conhecimento da situação. O juiz de Três Passos, Fernando Vieira dos Santos, acrescentou ao Correio do Povo que Bernardo não relatou maus tratos, ameaças ou qualquer tipo de violência quando foi ouvido.
Atos fúnebres
O corpo de Bernardo está sendo velado em Três Passos, mas será trasladado para Santa Maria, na região central do Estado, onde mora a avó materna, Jussara Uglione. As últimas homenagens acontecem na capela 3 do necrotério do Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo. O sepultamento ocorre na manhã desta quarta-feira no Cemitéro Ecumênico.