Polícia

Terceiro adolescente pode esclarecer caso de estupro em Florianópolis

Jovem ainda não identificado pela polícia teria estado no apartamento onde ocorreu o crime, em maio

A possibilidade de um terceiro adolescente estar envolvido no caso de violência sexual sofrida por uma estudante de 13 anos, em maio, em Florianópolis, voltou a ser discutida na capital catarinense. Conforme foi apurado pela TV Record de SC, este adolescente teria estado no apartamento onde a garota alega ter sido estuprada.

Até o momento, no entanto, o suposto terceiro participante ainda não foi identificado. O auto de apuração de ato infracional (o equivalente a um inquérito, no caso de adultos), está com o Ministério Público e a promotora de Justiça Valkyria Danielski pretende ouvir os envolvidos até o final da semana que vem. Ela também poderá pedir outras investigações e convocar novas testemunhas. Segundo o MP local, após os trâmites legais, Valkyria irá se manifestar.

Para o advogado que defende a garota, Francisco Ferreira, que atuará no caso como assistente de acusação, é fundamental identificar o terceiro adolescente, que estaria no apartamento onde ocorreu a violência sexual contra a menina. Porém, ainda não é certo que exista mesmo esta pessoa. “Se havia um terceiro garoto na cena do crime, é fundamental identificá-lo”, disse o advogado. “Pois, ou ele assistiu ou foi partícipe. Se ele presenciou, pode dizer o que viu e quem efetivamente praticou a violência sexual”.

O caso tomou as ruas de Florianópolis, deixando a população perplexa e, ao mesmo tempo, revoltada. A garota afirma ter sido violentada por dois adolescente de 14 anos, um filho de um delegado da Polícia Civil catarinense e outro de um empresário.

Segundo a garota, ela estava em um shopping, no centro da capital catarinense, esperando uma amiga. Esta, teria se atrasado e enquanto aguardava, encontrou um dos suspeitos, que teria sido seu namorado. Ela alega que ele lhe convidou para ir a um apartamento, situado em zona nobre de Florianópolis, residência de um dos rapazes. No local, os três teriam tomado vodca. A garota diz que perdeu os sentidos depois disso.

Maquiagem

O ato teria sido consumado no quarto de um dos suspeitos. A garota afirmou à Polícia que acordou na cozinha, sendo amparada pela mãe de um dos suspeitos. Segundo foi apurado pela TV Record SC, a menina disse em seu depoimento à Polícia que a mãe de um dos adolescentes teria passado maquiagem em seu pescoço para disfarçar as marcas.

A adolescente foi a um hospital no dia posterior ao ato. O caso começou a ser investigado sob sigilo de Justiça. Na semana passada, os exames de conjunção carnal, feitos pelo Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina, concluiram que a menina sofreu violência sexual.

O exame toxicológico ainda não foi feito. O advogado da garota não descarta a possibilidade de que seja feito outro. Para ele, o laudo que comprova a violência sexual é suficiente e o de tóxico seria para esclarecer se a menina consumiu apenas a bebida alcoólica, que disse ter tomado, ou se junto com a vodca foi posto outra substância.

O advogado entrou com o pedido de contenção (equivalente a prisão temporária para adultos) dos dois suspeitos. A Justiça ainda não se manifestou.