Polícia

Termina sem feridos assalto com reféns em Porto Alegre

Criminosos se entregaram após quatro horas com 35 pessoas presas em banco na avenida Azenha

 Trânsito ficou bloqueado na avenida Azenha entre a avenida Oscar Pereira e a rua Recife
Trânsito ficou bloqueado na avenida Azenha entre a avenida Oscar Pereira e a rua Recife Foto : Cristiano Estrela
Terminou sem feridos o assalto com reféns no Banco Bradesco, que bloqueou a avenida Azenha nesta quinta-feira. Após quatro horas, o grupo de três bandidos liberou as 35 pessoas que utilizavam como escudo humano enquanto negociavam com a polícia. Vinte e cinco eram funcionários e 10, clientes da agência. Para evitar violência, os criminosos saíram vestindo coletes à prova de balas em meio às vítimas antes de serem algemados e conduzidos às viaturas.

Segundo a Polícia Civil (PC), os assaltantes pertenceriam a uma quadrilha já conhecida pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic). A polícia foi acionada por volta das 16h30min por um telefonema para o 190. A avenida Azenha foi bloqueada, o que causou transtornos no trânsito de grande parte da cidade.

O trio de criminosos liberou apenas mulheres inicialmente – a maioria saiu da agência em duplas. Às 20h, o primeiro homem foi libertado pelos assaltantes. André Luis da Silva, vigilante do banco, foi recebido pela família em prantos, no limite da área isolada pela Brigada Militar.

Antes, uma das vítimas libertadas foi a gerente Vivian Monks, que recebeu em atendimento em uma ambulância do Serviço Médico de Urgência (Samu) que chegou por volta das 18h20min às proximidades. Outra refém liberada foi Tiene Ferreira, grávida de oito meses do primeiro filho. Muito nervosa, ela foi atendida pelo Samu e deixou o local com familiares.



 
O marido da gerente contou que falou com ela por telefone. Segundo ele, todos os reféns foram amarrados, mas não sofreram violência física. Os três homens estavam bastante alterados – um instalado no andar superior e dois no térreo. Eles teriam incendiado o circuito de segurança da agência. O marido da gerente disse que ela foi solta por ter sofrido uma convulsão enquanto estava amarrada, o que motivou os assaltantes a libertarem as pessoas que consideravam com a saúde mais delicada.

Uma mulher se aproximou da agência durante o assalto e, chorando muito, disse ser mãe de um dos assaltantes. A Brigada Militar (BM) a isolou e impediu que a imprensa falasse com ela. A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul enviou profissionais para o local. Segundo o órgão, a presença dos defensores se dá para atendimento de pedido dos assaltantes e segurança dos reféns.

Segundo o subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Paulo Stocker, uma testemunha que estava nas proximidades no momento do assalto afirmou ter visto um carro preto sair em alta velocidade pela rua Visconde do Herval assim que a BM chegou.

*Com informações de Paulo Roberto Tavares e Jerônimo Pires.

Bookmark and Share